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Fiesp: 54% das indústrias já planejam demitir

Segundo pesquisa, sem o benefício da desoneração da folha de pagamentos, indústria nacional pode perder 290 mil postos de trabalho, o que corresponde a 3,7% do estoque de trabalhadores do setor; outras 57 mil vagas em setores do comércio e serviços também podem ser cortadas - impacto negativo deve chegar a R$ 2,5 bilhões ao ano na arrecadação tributária

Segundo pesquisa, sem o benefício da desoneração da folha de pagamentos, indústria nacional pode perder 290 mil postos de trabalho, o que corresponde a 3,7% do estoque de trabalhadores do setor; outras 57 mil vagas em setores do comércio e serviços também podem ser cortadas - impacto negativo deve chegar a R$ 2,5 bilhões ao ano na arrecadação tributária (Foto: Roberta Namour)

247 – Sem o benefício da desoneração da folha de pagamentos, mais da metade das indústrias de transformação - 54% - planejam demissões. É o que aponta pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com 339 indústrias de todo porte no período entre 4 e 13 de maio.

A indústria nacional pode perder 290 mil postos de trabalho, o que corresponde a 3,7% do estoque de trabalhadores do setor. Outras 57 mil vagas em setores do comércio e serviços também podem ser cortadas - impacto negativo deve chegar a R$ 2,5 bilhões ao ano na arrecadação tributária líquida da União.

Com isso, segundo José Ricardo Roriz Coelho, diretor de competitividade da Fiesp, o efeito líquido da redução da renúncia fiscal com a desoneração da folha será menor do que o esperado pelo governo. "Isso significa que a elevação de alíquotas deve aumentar a carga tributária sobre a indústria em e R$ 5,6 bilhões, mas o governo terá arrecadação adicional somente em R$ 3,1 bilhões", disse ele ao Valor (leia mais).