Focus: mercado prevê inflação menor e PIB pior

O Brasil terá menos inflação e atividade econômica piores neste e no próximo ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central publicado nesta segunda (26), com o grupo que mais acerta as projeções vendo que a taxa básica de juros do país recuará ainda mais; o levantamento, que ouve uma centena de economistas de instituições financeiras toda a semana, mostrou que, pela mediana das estimativas, o IPCA fechará este ano com alta de 6,40%

O Brasil terá menos inflação e atividade econômica piores neste e no próximo ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central publicado nesta segunda (26), com o grupo que mais acerta as projeções vendo que a taxa básica de juros do país recuará ainda mais; o levantamento, que ouve uma centena de economistas de instituições financeiras toda a semana, mostrou que, pela mediana das estimativas, o IPCA fechará este ano com alta de 6,40%
O Brasil terá menos inflação e atividade econômica piores neste e no próximo ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central publicado nesta segunda (26), com o grupo que mais acerta as projeções vendo que a taxa básica de juros do país recuará ainda mais; o levantamento, que ouve uma centena de economistas de instituições financeiras toda a semana, mostrou que, pela mediana das estimativas, o IPCA fechará este ano com alta de 6,40% (Foto: Valter Lima)
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SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil terá menos inflação e atividade econômica piores neste e no próximo ano, segundo pesquisa Focus do Banco Central publicado nesta segunda-feira, com o grupo que mais acerta as projeções vendo que a taxa básica de juros do país recuará ainda mais.

O levantamento, que ouve uma centena de economistas de instituições financeiras toda a semana, mostrou que, pela mediana das estimativas, o IPCA fechará este ano com alta de 6,40 por cento --dentro da meta oficial, de 4,5 por cento com margem de tolerância de 2 pontos percentuais--, abaixo dos 6,49 por cento esperados até então.

Para 2017, as contas passaram a 4,85 por cento, sobre 4,90 por cento da semana anterior, aproximando-se ainda mais do centro do objetivo, de 4,5 por cento, mas com banda de 1,5 ponto.

O cenário de inflação menor vem em meio ao de forte recessão do país, que levou a novas pioras nas expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) no Focus. Para 2016, espera-se queda de 3,49 por cento, sobre 3,48 por cento, enquanto que para 2017, a alta recuou a 0,50 por cento, sobre 0,58 por cento.

O IPCA-15, prévia da inflação oficial e divulgado na semana passada, subiu menos do que o esperado em dezembro e fechou o ano muito próximo da meta do governo, o que levou a alguns especialistas a não descartarem que o BC pode acelerar ainda mais o passo e reduzir a Selic em 0,75 ponto em janeiro. Por enquanto, as apostas majoritárias são de corte de 0,5 ponto, já maior do que as duas reduções de 0,25 ponto feitas até agora. 

Na semana passada, o BC passou a ver inflação dentro da meta neste ano, ao mesmo tempo em que piorou sua projeção de crescimento econômico tanto em 2016 quanto em 2017, reiterando que o ritmo de desinflação nas suas projeções pode se intensificar diante da retomada mais lenta na atividade, mantendo aberto o espaço para corte maior nos juros.

A Selic está em 13,25 por cento ao ano. No Focus, pela mediana das projeções, a taxa básica de juros fechará 2017 a 10,50 por cento. Mas, pelo Top 5 --instituições que mais acertam as estimativas--, o BC será mais agressivo e levará a Selic a 10 por cento no período.

(Por Patrícia Duarte; Edição de Eduardo Simões)

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