Foster destaca "guinada" na produção de petróleo
Durante encerramento da Rio Oil & Gas, principal evento de Petróleo e Gás da América Latina, a presidente da Petrobras, Graça Foster, destacou o aumento da produção de petróleo; "Mostramos a guinada que nós estamos dando na curva de produção e me refiro a esse aumento que tivemos até o mês de agosto, e setembro estamos indo bem, conforme planejado. Foram sete meses consecutivos de crescimento", afirmou; em agosto, a produção de petróleo da Petrobras no Brasil 2,105 milhões de barris por dia, alta de 2,7% em relação ao que foi produzido em julho
247 - A presidente da Petrobras, Graça Foster, participou nesta quinta-feira, 18, do encerramento da Rio Oil & Gas, principal evento de Petróleo e Gás da América Latina, e afirmou que a empresa está dando "uma guinada" na produção de petróleo.
"Mostramos a guinada que nós estamos dando na curva de produção e me refiro a esse aumento que tivemos até o mês de agosto, e setembro estamos indo bem, conforme planejado. Foram sete meses consecutivos de crescimento", afirmou.
Em agosto, a produção de petróleo da Petrobras no Brasil 2,105 milhões de barris por dia, alta de 2,7% em relação ao que foi produzido em julho. Considerando o que a empresa extrai como operadora dos campos e repassa aos respectivos sócios de cada reservatório, a produção chegou a 2,23 milhões de barris. Desde 2009 a produção da empresa estacionou na média de 2 milhões de barris.
Segundo Graça, o crescimento da produção se deve à entrada em operação de novas plataformas. As mais recentes saíram dos respectivos estaleiros no último mês. Em meados de agosto, a plataforma Cidade de Mangaratiba seguiu do estaleiro Brasfels, em Angra, para o campo de Lula, no pré-sal da bacia de Santos. A unidade está em processo de ancoragem. Na última segunda-feira (15), a plataforma Cidade de Ilhabela deixou o estaleiro Brasa, rumo ao campo de Sapinhoá, também no pré-sal da Bacia de Santos. A expectativa é que as duas plataformas iniciem a produção ainda este ano.
A executiva disse, ainda, que o prazo para construção de uma plataforma caiu de 60 meses, em 2005, para 42 meses, atualmente. "Estamos perto da média mundial, de 39 meses".
Graça Foster defendeu maior "ritmo" para os leilões de novas áreas de petróleo. Os leilões são realizados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), de acordo com ritmo ditado pelo Conselho Nacional de Política Energética, ligado ao MME (Ministério de Minas e Energia).
"Os leilões devem entrar com ritmo. Esse planejamento tem toda uma memória de cálculo da Petrobras e ele tem claramente definidas as etapas do leilão. Não é um calendário, não há como ter um calendário, imagino. É preciso olhar oferta e demanda, brent [barril cuja cotação é a mais usada]".