França e China se unem no FMI

Apoio chins a Christine Lagarde praticamente soterra pretenses dos emergentes

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A China apoiou a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, como candidata para o posto de diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou hoje um porta-voz do governo francês, François Baroin. "Um consenso europeu está sendo elaborado. Nós precisamos ter um europeu. Os chineses estão favoráveis à nomeação de Christine Lagarde", disse Baroin em entrevista à rádio francesa Europe 1.

"Dadas as circunstâncias e que não há orgulho nacional nesse assunto, a França não tem de se posicionar primeiro." Baroin, também ministro de Orçamento da França, acrescentou que Paris não quer fazer nenhum gesto que possa ser interpretado como "desdém" ou "arrogância" em relação aos países emergentes.

Questionada sobre o tema, uma porta-voz da chancelaria chinesa disse hoje, em entrevista em Pequim, que "autoridades relevantes" já se posicionaram, referindo-se aos recentes comentários do presidente do Banco do Povo da China, Zhou Xiaochuan.

Ao ser perguntada sobre uma resposta específica ao anúncio da França, a porta-voz disse que essa resposta cabe às autoridades relevantes. Na quinta-feira, Zhou disse em comunicado que o comando do FMI deveria "refletir melhor as mudanças na estrutura da economia global e representar melhor os mercados emergentes".

FMI

Os países-membros do FMI devem apontar um novo diretor-gerente para substituir Dominique Strauss-Kahn. O francês pediu demissão na semana passada, em meio a acusações de que cometeu crimes sexuais, incluindo tentativa de estupro, contra uma camareira em um hotel de New York. Ele foi indiciado na última quinta-feira.

Os países europeus querem um candidato europeu, e Lagarde deve ser esse nome do continente, caso decida disputar. Vários países em desenvolvimento, como o México, preferiam alguém de fora da Europa ocupando o principal posto do FMI.

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