Friboi teria R$ 30 milhões para torrar em eleição

Depois de comprar iate avaliado em US$ 15 milhões para navegar pelas águas de Miami, empresário goiano José Batista Júnior teria prometido financiamento milionário a candidatos a prefeito, de olho na disputa pelo governo em 2014

Friboi teria R$ 30 milhões para torrar em eleição
Friboi teria R$ 30 milhões para torrar em eleição (Foto: Edição/247)

Goiás 247 - O Ministério Público Eleitoral precisa ficar atento. Integrante do Conselho de Administração do JBS-Friboi, o maior frigorífico no setor de carne bovina do mundo e líder de mercado no Brasil e na Argentina, o empresário José Batista Júnior, o Júnior do Friboi, teria garantido a aliados que vai jorrar dinheiro na campanha municipal deste ano. A meta seria eleger o maior número possível de prefeitos e vereadores para dar suporte à sua hipotética candidatura ao governo em 2014.

A quantia é absurda e extrapola os limites legais impostos pela Justiça Eleitoral. Júnior teria reservado incríveis R$ 30 milhões para "torrar" com candidatos a prefeito e a vereador de diversos partidos. Para ao pleito estratégico de 2014, quando pretende entrar pesado na disputa pelo Governo, já teria "separado" a bagatela de R$ 100 milhões para fazer a alegria principalmente dos partidos nanicos.

Sócio do BNDES, a última do empresário goiano foi comprar pela ninharia de US$ 15 milhões um iate de 140 pés exclusivamente para zarpar pelas ondas que cercam Miami, conforme revelou o jornalista Lauro Jardim na coluna Radar, da revista Veja. Mas sobre o pleito deste ano, o Jornal Opção, de Goiânia, fez as seguintes observações na edição que circula esta semana:

José Batista Júnior teria um "patrimônio pessoal de 10 bilhões de reais". E mais: o grupo JBS-Friboi, do qual é sócio, fatura cerca de 60 bilhões de reais por ano. Com tanto dinheiro em caixa, Friboi teria dito a aliados que reservou pelo menos 30 milhões para financiar candidatos a prefeito de vários partidos (teria confidenciado que "separou" 100 milhões de reais para disputar o governo em 2014).

Prossegue a publicação: ocorre que, com a campanha iniciada, vários aliados afirmam que não receberam nenhum centavo do que havia sido prometido com tanta ênfase. O Jornal Opção ouviu alguns candidatos "apoiados" pelo "empresário dos bilhões", como é conhecido no interior. Esperançosos de que ainda vão receber algum apoio financeiro, decidiram falar com o Jornal Opção, desde que seus nomes não fossem mencionados".

Na sequência, o Jornal Opção avalia: os candidatos garantem que Friboi fala que vai ajudar, que o dinheiro está saindo, mas, quando procurado, não é encontrado. Ele manda avisar que está viajando para os Estados Unidos, ou para São Paulo e Rio de Janeiro, e seus auxiliares não têm autoridade para liberar nem mesmo mil reais para pôr gasolina nos carros. Na sede de seu partido, o PSB, Júnior controla as despesas com mão de ferro. Costuma dizer que Barbosa Neto — presidente decorativo do PSB — não manda em nada e deve ser tratado como mais um de seus empregados.

Em conversas reservadas com integrantes do PSB, Friboi abre o jogo e sustenta que não vai financiar candidatos do PMDB — exceto alguns com os quais havia se comprometido de modo mais efetivo, como Ernesto Roller, em Formosa —, pois, em 2014, o partido não o apoiará para governador, possivelmente optando por Iris Rezende, Iris Araújo ou Paulo Garcia. Sem dinheiro, vários candidatos, num linguagem grosseira e indelicada, começam a chamá-lo de "Traíra Júnior".

O Ministério Público Eleitoral tem de ficar de olho nas contas apresentadas por Júnior do Friboi e por seus aliados, conclui a reportagem do Jornal Opção.

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