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FUP propõe que Petrobras assuma gestão das fábricas de fertilizantes da Bahia e Sergipe e retome produção

“Defendemos que a Petrobras assuma as unidades integralmente e o retorno mais breve possível dos trabalhadores próprios da companhia", disse Albérico Queiroz Filho, diretor da FUP

(Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

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247 - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados comemoraram a extinção do Contrato de Tolling entre a Petrobras e a Unigel, ocorrida em dezembro de 2023, e esperam que a estatal reassuma integralmente a gestão das Fafens (Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados), localizadas na Bahia e em Sergipe. 

O Grupo de Trabalho (GT) de Fertilizantes,propõe que a Petrobrás reassuma a gestão das unidades e reabsorva os trabalhadores transferidos compulsoriamente, complementando a mão-de-obra com contratações temporárias até a recomposição total do efetivo. “Defendemos no GT que a Petrobras assuma as unidades integralmente e o retorno mais breve possível dos trabalhadores próprios da companhia. Existem danos deixados pelo governo passado que ainda estão sendo reparados, como é o caso da necessidade de recomposição do efetivo”, disse Albérico Queiroz Filho, diretor da FUP e do Sindipetro Unificado de São Paulo.

Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, ressaltou que a Unigel não priorizou a demanda nacional de fertilizantes. Durante o início da guerra no Leste Europeu, quando os preços internacionais do insumo dispararam, a empresa optou por exportar sua produção, mesmo com 33 milhões de brasileiros enfrentando a fome. “E, após manter as unidades paradas e demitir os trabalhadores, a volta da produção ficou cada vez mais distante”,afirmou Bacelar. 

A assessoria jurídica da FUP afirma esperar encontrar uma solução negociada para a imediata retomada, pela Petrobras, das fábricas paralisadas. Celson Oliveira, advogado da FUP na área de fertilizantes, afirma que a mediação é necessária para encerrar a arbitragem iniciada pela Unigel e permitir que as fábricas voltem a produzir sob a gestão efetiva da Petrobrás. “A Petrobras e os seus trabalhadores devem estar juntos nesta negociação, a fim de garantir soluções juridicamente seguras, inclusive para evitar novos percalços junto aos órgãos de controle”, ressaltou. 

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