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GM propõe medida para evitar 900 demissões

Metalúrgicos de São Caetano do Sul farão uma assembleia nesta sexta-feira, 15, para decidir se aceitam a proposta da General Motors de colocar 900 funcionários em lay-off; a medida, usada como alternativa para evitar demissões, permite que o contrato de trabalho seja suspenso temporariamente, mas o empregado continua recebendo seu salário, pago em parte pela empresa e em parte pelo governo federal

Metalúrgicos de São Caetano do Sul farão uma assembleia nesta sexta-feira, 15, para decidir se aceitam a proposta da General Motors de colocar 900 funcionários em lay-off; a medida, usada como alternativa para evitar demissões, permite que o contrato de trabalho seja suspenso temporariamente, mas o empregado continua recebendo seu salário, pago em parte pela empresa e em parte pelo governo federal (Foto: Aquiles Lins)

Daniel Mello, da Agência Brasil - Os metalúrgicos de São Caetano do Sul (Grande São Paulo) farão uma assembleia na amanhã (15) para apreciar a proposta da General Motors (GM) de colocar 900 funcionários em lay-off.

A medida seria uma alternativa para evitar demissões na unidade. No sistema, o contrato de trabalho é suspenso temporariamente, mas o empregado continua recebendo seu salário, pago em parte pela empresa e em parte pelo governo federal.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, 386 trabalhadores que já estão em licença remunerada serão colocados em lay-off. Além desses, 514 funcionários da unidade também terão o contrato de trabalho suspenso. "Após seis horas de reunião com a GM, foi a proposta que encontramos para evitar demissões", ressalta o presidente do sindicato, Inácio da Silva.

A unidade da GM tem atualmente 1,3 mil funcionários afastados, sendo 467 em licença remunerada e 854 em lay-off. Com as novas suspensões de contrato de trabalho, o número deve chegar a 1,8 mil. Porém, o prazo do lay-off da primeira leva de empregados deve se encerrar no próximo dia 9 de junho. Os funcionários que entrarem no sistema a partir de segunda-feira (18) deverão permanecer afastados por cinco meses, com garantia de estabilidade por mais seis meses.

De janeiro a abril, as fabricantes de veículos reduziram o número de funcionários em 4,6 mil pessoas. No início do ano, 144,2 mil trabalhadores atuavam no setor. Em abril, o número caiu para 139,6 mil. Em relação a abril de 2014, foram cortados 14,6 mil postos de trabalho.

A GM foi procurada pela reportagem da Agência Brasil, mas ainda não se manifestou.