Governo acelera socorro a Eike Batista

Plano passa pela russa Lukoil e pela malaia Petronas, que assumiriam campos de petróleo ou participações acionárias na OGX; no campo estatal, a Petrobras se tornaria cliente do porto LLX e poderia até convidar a OGX a atuar em alguns de seus campos exploratórios; Agência Nacional de Petróleo também cancelou multa de R$ 300 milhões ao empresário

Governo acelera socorro a Eike Batista
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247 - Até o início de maio, quando ocorre a nova rodada de licitações de petróleo, promovida pela ANP, o governo pretende fazer de tudo para que a situação do encrencado bilionário Eike Batista esteja, se não solucionada, ao menos equalizada. É o que informa hoje, em sua manchete principal, a Folha de S. Paulo.

O plano de socorro é público e privado. Na esfera estatal, a Petrobras será cliente do porto LLX e poderá até convidar a petroleira OGX a atuar em alguns de seus campos de petróleo. No lado privado, as empresas Lukoil, da Rússia, e Petronas, da Malásia, estão sendo convencidas a adquirir blocos ou participações acionárias nas empresas de Eike Batista.

Assessorado pelo banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, que mantém relações próximas com o governo e, recentemente, levou o ex-presidente Lula a uma palestra em Nova York, Eike terá que resolver seus pepinos com certa urgência. O governo tem que sua eventual quebra contamine a imagem do País – especialmente agora que a ANP decidiu retomar os leilões de petróleo.

O esforço concentrado para salvar Eike, no entanto, pode esbarrar em outros problemas. Uma nota publicada na coluna de Felipe Patury, na revista Época, informa que um funcionário da ANP foi afastado de suas funções por ter multado a OGX em R$ 300 milhões, por questões relacionadas à segurança dos projetos de Eike. Hoje, este funcionário processa a agência. Leia abaixo:

VAZAMENTO DE R$300 MI NA ANP: Agência reguladora cancela multa de Eike

O funcionário Pietro Adamo Sampaio Mendes, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), multou no início do ano a OGX, de Eike Batista, em US$ 300 milhões. Em março, a ANP anulou a multa e retirou-o da função. Mendes processou a ANP. Em medida cautelar impetrada na Justiça Federal do Rio de Janeiro, ele relata que questionou a instalação e supressão de uma válvula de segurança usada na extração de petróleo. Mendes diz que considerou as respostas da OGX insuficientes e aplicou lhe a multa, depois anulada pela superintendência jurídica da ANP. Posto à disposição do departamento de pessoal, Mendes soube que poderia ser transferido do Rio para o Norte do país. Recorreu à banca Sylvio Manhães Barreto para ficar onde está. A ANP diz que o lugar onde ele trabalha depende da instituição, não dele. A OGX não se pronunciou.

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