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Governo admite desastre e desemprego pode chegar a 18,5% em 2021

Secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, admite que índice deverá sofrer alta histórica no próximo ano, porque boa parte dos desempregados ainda não busca trabalho e, então, não constam das estatísticas oficiais. Desemprego bate recorde e chega a 14%

Carteira de trabalho, Bolsonaro com Paulo Guedes e fila por emprego (Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Publicas | Reuters)

247 - O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou, durante encontro virtual com representantes do banco Safra, que o índice de desemprego no Brasil deverá sofrer alta histórica no próximo ano. 

“Muitas pessoas perderam emprego e não estavam procurando porque a cidade estava fechada. Então as pessoas estavam desempregadas, mas não apareciam na pesquisa”, afirmou Sachsida, no encontro, ocorrido na quarta-feira (28), segundo matéria divulgada pela Agência PT

“A economia reabre, as pessoas passam a procurar emprego, algumas vão encontrar e, por isso, o desemprego real cai. Mas, como tem mais gente procurando, a variável taxa de desemprego vai aumentar”, acrescentou um dos principais auxiliares do ministro Paulo Guedes, atribuindo a distorção estatística à metodologia usada pelo IBGE.

Divulgada nesta sexta-feira (30), a taxa de desemprego do Brasil disparou no trimestre encerrado em agosto e chegou ao maior nível da série, enquanto o número de desempregados foi a 13,8 milhões diante do aumento da procura por trabalho com a flexibilização das medidas de isolamento social.

A taxa de desemprego atingiu 14,4% no trimestre até agosto, contra 12,9% no trimestre imediatamente anterior e 11,8% no mesmo período de 2019. Esse é o nível mais alto da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).