Governo central tem superávit de R$ 12,9 bilhões

Resultado em janeiro foi abaixo do esperado pelo mercado e metade do valor registrado um ano antes, impactado pelo elevado déficit na Previdência Social e pela escalada das despesas públicas no primeiro mês do ano

Resultado em janeiro foi abaixo do esperado pelo mercado e metade do valor registrado um ano antes, impactado pelo elevado déficit na Previdência Social e pela escalada das despesas públicas no primeiro mês do ano
Resultado em janeiro foi abaixo do esperado pelo mercado e metade do valor registrado um ano antes, impactado pelo elevado déficit na Previdência Social e pela escalada das despesas públicas no primeiro mês do ano (Foto: Gisele Federicce)
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BRASÍLIA, 28 Fev (Reuters) - O governo central --formado pelo governo federal, Banco Central e Previdência Social-- registrou superávit primário de 12,954 bilhões de reais em janeiro, abaixo do esperado pelo mercado e metade do valor registrado um ano antes, impactado pelo elevado déficit na Previdência Social e pela escalada das despesas públicas no primeiro mês do ano.

De acordo com dados apresentados pelo Tesouro Nacional nesta sexta-feira, a Previdência Social apresentou, no mês passado, déficit de 4,595 bilhões de reais.

Os números indicam que o resultado do setor público consolidado --que além do governo central inclui Estados, municípios e estatais-- que será conhecido nesta tarde também deve frustar as expectativas de superávit de 21,2 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters.

Em janeiro, segundo informou o Tesouro, as despesas do governo central atingiram 90,112 bilhões de reais, com alta de 19,5 por cento frente a igual mês de 2013. Já a receita líquida, no total de 103,066 bilhões de reais, mostrou crescimento bem mais modesto no período, de 1,4 por cento.

O balanço das despesas e receitas mostra um quadro precário das contas públicas neste início de ano, indicando que 2014 também não será fácil para o cumprimento da meta de superávit primário de 2014, já ajustada pelo governo numa tentativa de recuperar a confiança dos agentes econômicos.

A nova meta do setor público consolidado foi fixada em 99 bilhões de reais, equivalente a 1,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Ao mesmo tempo, o governo anunciou também contingenciamento de 44 bilhões de reais neste ano.

O ajuste para um alvo considerado mais factível havia sido bem recebido pelos especialistas, mas ainda não convencido plenamente, que querem ver os resultados concretos.

(Por Luciana Otoni)

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