Governo deve revogar desoneração da folha
O esforço da equipe econômica do governo para por as contas em ordem pode incluir também a revogação da desoneração da folha de pagamentos; desoneração alcança hoje 56 setores, que passaram a pagar de 1% a 2% de seu faturamento para a Previdência Social, no lugar de recolher 20% sobre o salário dos trabalhadores; revogar a medida pode render ao governo pelo menos R$ 13 bilhões a mais; intenção de rever desoneração da folha de pagamentos foi expressa à bancada do PT no Senado, durante reunião nessa quarta-feira, 25, dos senadores com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Carlos Gabas (Previdência), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência) e Manoel Dias (Trabalho)
247 - O esforço da equipe econômica do governo para por as contas em ordem pode incluir também a revogação da desoneração da folha de pagamentos. A desoneração alcança hoje 56 setores. Em 2013, a medida representou economia de R$ 13,2 bilhões para as empresas.
Com a desoneração, os setores beneficiados passaram a pagar de 1% a 2% de seu faturamento para a Previdência Social, no lugar de recolher 20% sobre o salário dos trabalhadores.
A medida adicional às já anunciadas pelo governo, que incluem aumentos de impostos sobre combustíveis, sobre o crédito e alteração em direitos trabalhistas e previdenciários, foi justificada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, durante encontro com líderes do PMDB em Brasília, nessa segunda-feira, 23.
Levy estimou em R$ 80 bilhões a necessidade de economia neste ano. Para alcançar este número, somente a redução de despesas da máquina federal não será suficiente. Um das soluções encontradas pela equipe econômica é revogar a desoneração de pelo menos um parte dos setores beneficiados.
A intenção de rever desoneração da folha de pagamentos foi deixada clara à bancada do PT no Senado, durante reunião nessa quarta-feira, 25, dos senadores com os ministros Nelson Barbosa (Planejamento), Carlos Gabas (Previdência), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência) e Manoel Dias (Trabalho).