Governo exclui 21 milhões de brasileiros de ajuda emergencial contra pandemia, dizem especialistas

Contingente excluído envolve cerca de 15 milhões, dos 78 milhões de trabalhadores listados no cadastro único do governo, e outros 6 milhões de microempreendedores individuais (MEIs)

(Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)
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247 - O auxílio emergencial de R$ 600 que será pago pelo governo aos trabalhadores informais durante a pandemia, cujo cadastramento foi iniciado nesta terça-feira (7), não deverá alcançar um contingente de 21 milhões de pessoas, dizem especialistas. . 

O auxílio emergencial oferecido pelo governo para os mais afetados pela pandemia do coronavírus não será, na visão dos especialistas, suficiente para atender a toda a população desassistida do país. Apesar dos avanços da regulamentação e o alcance do pagamento de R$ 600 mensais aos informais, um contingente de ao menos 21 milhões de pessoas não receberá a ajuda.

Pelas regras definidas pelo governo Jair Bolsonaro, os trabalhadores que poderão receber o benefício deveriam estar desempregados – sem carteira assinada - até o último o dia 20 de março, com renda pessoal de R$ 522.50 ou renda familiar máxima de R$ 3.135,00, correspondendo ao máximo de três salários mínimos. 

“Uma pessoa pode receber até três salários mínimos com emprego formal, mas vive em uma família numerosa e fazia bico para complementar a renda. Agora não poderá mais tentar uma renda extra e ficará mais vulnerável, sem auxílio”, analisa a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vice-presidente da Rede Brasileira de Renda Básica, Tatiana Roque, em entrevista ao jornal O Globo

Segundo ela, ao restringir o acesso dos trabalhadores formais, o governo excluiu cerca de 15 milhões, dos 78 milhões de cidadãos de baixa renda do país.  Além disso, segundo o Sebrae, outros 6,3 milhões dos chamados (MEIs), microempreendedores individuais, , também ficaram de fora do programa. 

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