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Governo gasta o dobro do teto constitucional

As regras atuais preveem que a despesa da União poderá crescer pouco mais de 3% no próximo ano; porém, a previsão é de que as despesas obrigatórias com INSS, aposentadorias de servidores federais e benefícios a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda crescerão mais que o dobro desse valor permitido: 8%

As regras atuais preveem que a despesa da União poderá crescer pouco mais de 3% no próximo ano; porém, a previsão é de que as despesas obrigatórias com INSS, aposentadorias de servidores federais e benefícios a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda crescerão mais que o dobro desse valor permitido: 8% (Foto: Romulo Faro)

247 - As regras atuais preveem que a despesa da União poderá crescer pouco mais de 3% no próximo ano. Porém, a previsão é de que as despesas obrigatórias com INSS, aposentadorias de servidores federais e benefícios a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda crescerão mais que o dobro desse valor permitido: 8%.

O limite para o crescimento de gastos da União é uma das principais medidas econômicas alegadas pelo governo de Michel Temer. Pela regra, o gasto anual corresponde à inflação oficial, medida pelo IPCA, acumulada em 12 meses até junho do ano anterior.

O IPCA-15, prévia do índice, aponta uma alta de 3,52% entre junho do ano passado e junho deste ano. O resultado final (que valerá para o teto de 2018) deve ser ainda menor, segundo economistas, porque a inflação segue em queda.

Dificilmente o governo vai ter folga no Orçamento para cobrir estouros. De um lado, a arrecadação não para de cair e não há previsão de que tenha uma recuperação significativa em 2018, de acordo com publicação do jornal O Estado de São Paulo.

Por outro lado, a reforma da Previdência, proposta para conter justamente a maior despesa e também a que mais cresce, está parada no Congresso Nacional.