Graça lança 60 medidas para blindar a Petrobras

Presidente da estatal afirmou hoje em teleconferência com analistas e investidores que a empresa "não está pronta para divulgar as demonstrações contábeis, pois as denúncias recentes da Operação Lava Jato podem impactar os resultados da Petrobras"; segundo executivos, eventual baixa contábil será proporcional à propina paga; Graça Foster anunciou 60 medidas relevantes para melhorar o processo de gestão da companhia, de forma a averiguar normas e procedimentos; outras 6 estão sendo implementadas; "Essas 66 ações de gestão foram encaminhadas aos auditores externos e aos escritórios de investigação independente para auxiliar suas análises", disse; segundo diretor José Miranda Formigli, avanço de produção em 2014 deve ser de 5,5% a 6%; às 13h, ações caíam mais de 1%

Presidente da estatal afirmou hoje em teleconferência com analistas e investidores que a empresa "não está pronta para divulgar as demonstrações contábeis, pois as denúncias recentes da Operação Lava Jato podem impactar os resultados da Petrobras"; segundo executivos, eventual baixa contábil será proporcional à propina paga; Graça Foster anunciou 60 medidas relevantes para melhorar o processo de gestão da companhia, de forma a averiguar normas e procedimentos; outras 6 estão sendo implementadas; "Essas 66 ações de gestão foram encaminhadas aos auditores externos e aos escritórios de investigação independente para auxiliar suas análises", disse; segundo diretor José Miranda Formigli, avanço de produção em 2014 deve ser de 5,5% a 6%; às 13h, ações caíam mais de 1%
Presidente da estatal afirmou hoje em teleconferência com analistas e investidores que a empresa "não está pronta para divulgar as demonstrações contábeis, pois as denúncias recentes da Operação Lava Jato podem impactar os resultados da Petrobras"; segundo executivos, eventual baixa contábil será proporcional à propina paga; Graça Foster anunciou 60 medidas relevantes para melhorar o processo de gestão da companhia, de forma a averiguar normas e procedimentos; outras 6 estão sendo implementadas; "Essas 66 ações de gestão foram encaminhadas aos auditores externos e aos escritórios de investigação independente para auxiliar suas análises", disse; segundo diretor José Miranda Formigli, avanço de produção em 2014 deve ser de 5,5% a 6%; às 13h, ações caíam mais de 1% (Foto: Gisele Federicce)

247 – Mesmo com o balanço do terceiro trimestre adiado para o dia 12 de dezembro, a Petrobras realiza nesta segunda-feira 17 uma conferência com investidores e analistas para falar sobre o período e a decisão de adiamento dos resultados.

O anúncio de que os números não seriam divulgados na última sexta-feira 14, conforme previsto, foi feito após prisões em nova etapa da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

O ex-diretor da estatal Renato Duque foi preso por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção delatado pelo também ex-diretor Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Roberto Youssef. 

Graça Foster anunciou nesta segunda-feira que sai hoje a licença de operação da refinaria Abreu e Lima, de Pernambuco. Ainda segundo ela, o empreendimento deverá receber investimentos totais de US$ 18,5 bilhões (leia aqui).

Leia abaixo reportagem do portal Infomoney sobre a teleconferência:

A presidente da companhia Graça Foster iniciou a teleconferência destacando porque houve o adiamento dos resultados da Petrobras.

"Neste dia de hoje em condições normais, teríamos um único assunto, mas teremos dois assuntos: demonstrações contábeis da Petrobras e resultados operacionais. Porém, a companhia não está pronta para divulgar as demonstrações contábeis, pois as denúncias recentes da Operação Lava Jato podem impactar os resultados da Petrobras".

Ela destaca que houve um fato marcante do dia 8 de outubro de 2014, que foram os depoimentos de Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, que revelaram informações que podem afetar a contabilidade da companhia. Graça destacou que está havendo 60 medidas relevantes para melhorar o processo de gestão da companhia de forma a averiguar normas e procedimentos.

Graça ressaltou que houve a contratação no final de outubro de dois escritórios de advocacia independentes especializados em investigação, medidas jurídicas para ressarcir supostos recursos desviados. Além das 60 ações relevantes, mais 6 estão em processo de implementação. "Essas 66 ações de gestão foram encaminhadas aos auditores externos e aos escritórios de investigação independente para auxiliar suas análises".

"A Petrobras vem trabalhando de forma exaustiva e adotando diversas providências de controle interno", afirmou. Entre uma das medidas mais relevantes, afirma a presidente, é que a estatal recebeu autorização para criação de uma diretoria de compliance.

Sobre os dados de produção, Graça ressaltou os dados da companhia, que mostrou a maior produção histórica de petróleo no Brasil em outubro de 2014.

Graça encerrou a sua fala, registrando a crença na importância diretoria de compliance. "Queremos mais do que que respeito técnico, mas também na governança da Petrobras", afirmou.

José Miranda Formigli

O diretor de petróleo, gás e biocombustíveis da empresa, José Miranda Formigli destacou o aumento da produção, com o ramp-up em meio às interligações dos poços P-55, P-58, P-62 e a FPSO Cidade de Paraty.

O resultado operacional também foi importante, destacou, com o início do TLD de Iara Oeste e do SPA da Tartaruga Verde. Formigli destacou que não estão trabalhando somente no aumento das plataformas, mas também na qualidade dos PLSVs. "Aumentamos a frota, estamos aumentando a frota e estamos diminuindo o tempo não-produtivo", afirma Formigli.

O diretor destacou que o crescimento de produção em 2014 deve ser de 5,5% a 6%. A companhia encerrou 2013 com produção de 1.931 (mbpd). A petrolífera deve encerrar o ano com uma frota de 19 navios.

Ele ainda ressaltou o aumento da oferta de gás natural no Brasil e do aumento da exportação de petróleo.

José Carlos Cosenza

O diretor de abastecimento da Petrobras destacou o aumento de 4% na produção de derivados no terceiro trimestre de 2014 ante o mesmo período do ano passado. Para o quarto trimestre, a expectativa é de aumento da produção de diesel por conta da entrada da Rnest e hidrotratamento da REFAP.

Almir Barbassa

O diretor financeiro Almir Barbassa ressaltou que as demonstrações contábeis não revisadas justifica-se pelo dever de informar, agindo com diligência e transparência. De acordo com ele, os dados refletirão a situação patrimonial da Petrobras à luz dos fatos conhecidos até a sua divulgação, mas não substitui o dever de revelar os resultados.

Barbassa ressaltou que as agências de risco serão informadas dos motivos pelos quais a companhia não divulgou as demonstrações contábeis revisadas referentes ao terceiro trimestre dentro do prazo legal, assim como das ações que vêm sendo tomadas pela companhia. Tão logo haja uma definição, a companhia comunicará a data de divulgação com antecedência de 15 dias.

Perguntas de analistas

Perguntado como serão feitos os ajustes contábeis se comprovados os desvios na Petrobras, Barbassa respondeu que serão feitos ao preço justo do imobilizado adquirido. Se houve algum pagamento além do que seria o preço justo de qualquer bem ou serviço, esse valor deverá ser retirado do imobilizado e levado a resultados. Pode ser um ativo comprado ou projeto, que tenho tido pagamento de preço excessivo.

A analista de petróleo do Itaú BBA, Paula Kovarksy, destacou que a empresa normalmente capta valores relevantes no exterior no primeiro trimestre e perguntou: "existe alguma restrição enquanto ainda não tiver informações auditadas?" Barbassa ressaltou que certamente "precisamos de carta de auditores para ter qualquer emissão. Temos que trabalhar para produzir o relatório revisado o mais rapidamente possível e operar o mais rapidamente possível". Barbassa ressaltou ainda que a companhia não pretende fazer emissão de ações este ano.

Já Graça Foster ressaltou que a estatal vai usar provas da PF para fazer as baixas contábeis. "Nós temos um cronograma de atividade e temos prazo para fechamento dessas atividades, perdas causadas por frauda de forma objetiva a nossa referência são os depoimento e provas emprestadas e encaminhadas pela Polícia federal, vamos usar essas provas para fazer essas baixas", afirmou.

Perguntados se esperam que haja um efeito no dividendo, principalmente queda dos proventos das ações ordinárias, os diretores da Petrobras ressaltaram que é pré-maturo falar sobre o assunto, mas que não esperam mudanças nos dividendos.

Petrobras volta a cair durante teleconferência; Eletrobras desaba 7% com 'corte' do BofA Acompanhe aqui a atualização dos principais destaques da Bolsa nesta segunda-feira

11h55: Petrobras (PETR3, R$ 12,74, -0,31%; PETR4, R$ 13,17, -0,23%) As ações da Petrobras oscilam enquanto ocorre a teleconferência da empresa para explicar adiamento do balanço do terceiro trimestre ainda não revisada pelos auditores. Os papéis ficaram no campo positivo por alguns minutos mas voltaram a cair, movimento observado durante quase todo o dia.

A presidente da estatal, Graça Foster, iniciou a teleconferência destacando porque houve o adiamento dos resultados, citando fato marcante no dia 8 de outubro, que foram os depoimentos de Paulo Roberto da Costa e o doleiro Alberto Yousseff, que revelaram informações que podem afetar a contabilidade da companhia. Posteriormente, o diretor financeiro Almir Barbassa ressaltou que as demonstrações contábeis não revisadas justifica-se pelo dever de informar, agindo com diligência e transparência.

Durante o final de semana, a estatal reportou que sua produção de petróleo no Brasil subiu 9% no terceiro trimestre ante igual período do ano passado, a 2,09 milhões de barris por dia (bpd). Segundo o analista de investimentos Flávio Conde, os números foram positivos porém abaixo do previsto pela empresa. "A produção aumentar é bom, mas deve-se lembrar que a companhia ainda importa 300 a 400 mil barris por dia, e, pior do que importar é vender mais barato", comentou. Ele acrescentou ainda que os números operacionais da estatal só contam uma pequena parte do desempenho da Petrobras, devendo os investidores aguardar os números financeiros.

11h31: TIM (TIMP3, R$ 12,91, -0,84%) e Oi (OIBR4, R$ 1,31, -0,0%) As ações da TIM figuram entre as maiores quedas do Ibovespa hoje. Segundo jornal italiano Il Messaggero, a Telecom Italia pode fazer um aumento de capital para realizar a fusão entre a Oi e TIM.

Ainda sobre a Oi, a Terra Peregrin, veículo de investimentos da empresária angolana Isabel dos Santos, notificou hoje que aceita alterar alguns pontos da OPA (Oferta Pública de Aquisição) de ações da Portugal Telecom. Dentre os termos, aparecem a desistência de exigir que a fusão com a Oi seja adiada e a explicação de que a opção de compra de papéis da brasileira deixa de valer apenas para ela, caso a compra seja bem-sucedida.

11h18: Marfrig (MRFG3, R$ 5,74, +1,06%) e JBS (JBSS3, R$ 11,10, +0,36%) As ações da Marfrig e JBS sobem após a China retirar embargo à carne bovina brasileira. Os ganhos destoam hoje da perda média de 0,3% das ações das principais companhias de carnes globais acompanhadas pela Bloomberg. Com o acordo bilateral, a expectativa do governo brasileiro é vender de US$ 800 milhões a US$ 1,2 bilhão de carne para China somente em 2015.

11h11: Saraiva (SLED4, R$ 9,11, -2,57%) As ações da Saraiva têm sua nona queda em dez sessões, acumulando no período perdas de 34%. A companhia informou hoje que reduziu seu guidance para os próximos anos. A empresa espera agora que a receita bruta consolidada do ano inteiro totalize entre R$ 2,3 a R$ 2,5 bilhões em 2014, em comparação com o guidance anterior de R$ 2,4 a R$ 2,6 bilhões.

Na semana passada, a Saraiva divulgou seu resultado do terceiro trimestre, mostrando prejuízo líquido de R$ 29,1 milhões, ampliando em 30,7% as perdas de R$ 22,3 milhões de um ano antes. Na segunda-feira, a companhia informou a saída do diretor da empresa Michel Jacques Levy, que solicitou seu desligamento da empresa tendo trabalhado na Saraiva durante um ano. No dia, os papéis desabaram 12%.

10h58: Eletrobras (ELET3, R$ 5,34, -5,49%; ELET6, R$ 7,48, -6,85%) As ações da Eletrobras seguem em forte queda nesta segunda-feira após o Bank of America Merrill Lynch cortar a recomendação da elétrica. Essa é a quarta desvalorização consecutiva do papel preferencial, que renova hoje seu menor patamar desde março de 2014. O banco revisou a recomendação da companhia de neutra para underperform (desempenho abaixo da média).

10h45: OSX Brasil (OSXB3, R$ 0,22, +10,0%) As ações da OSX Brasil sobem pelo segundo pregão consecutivo em meio à divulgação do resultado. A empresa reportou seu balanço na noite da última sexta-feira. A companhia encerrou o terceiro trimestre com prejuízo de R$ 160,7 milhões, uma queda de 91,3% em relação ao prejuízo de R$ 1,7 bilhão registrados no mesmo período de 2013. O resultado é o atribuído aos acionistas controladores da empresa. Já a receita líquida somou R$ 221,3 milhões no terceiro trimestre desse ano, 45,7% maior frente ao igual período no ano passado, quando a receita somou R$ 151,9 milhões.

10h41: Lopes (LPSB3, R$ 8,47, -1,51%) As ações da Lopes operam em queda após divulgação do balanço. A companhia registrou receita líquida de R$ 71,8 milhões no terceiro trimestre, queda de 44% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o lucro líquido atribuível aos acionistas da controladora após IFRS ficou em R$ 1,57 milhão, contra R$ 44,5 milhões no terceiro trimestre de 2013, queda de 96%.

10h36: Eneva (ENEV3, R$ 0,74, +8,82%) As ações da Eneva sobem forte hoje em meio à divulgação do resultado do terceiro trimestre. A companhia teve lucro líquido de 29,1 milhões de reais no terceiro trimestre, frente a prejuízo de 178 milhões de reais um ano antes, informou a empresa de energia nesta sexta-feira. Parte deste resultado teve impacto positivo da venda parcial de Pecém II, disse a companhia. Em julho, a Eneva informou a conclusão da venda de 50 por cento das ações da Pecém II para a E.ON por 400 milhões de reais.

10h19: Cielo (CIEL3, R$ 39,58, +1,18%) e BB (BBAS3, R$ 25,56, +4,39%) As ações do Banco do Brasil lideram os ganhos do Ibovespa nesta segunda-feira (17) em meio às negociações da Cielo para comprar a área de cartões do banco. O negócio pode ser o maior do setor financeiro do ano e chegar ao valor de R$ 9 bilhões, segundo informações da coluna Radar, da Veja.

A credenciadora de cartões confirmou nesta manhã que está em negociações com a BB Elo Cartões, subsidiária do BB, com relação à gestão das transações oriundas das operações de cartões de crédito e débito. A empresa disse, no entanto, que as negociações ainda não foram concluídas. O valor da operação não foi informado.

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