Greve de caminhoneiros paralisa usinas do Centro-Sul

Ao menos 220 usinas de cana estão paradas em todo o centro-sul do Brasil em decorrência dos protestos de caminhoneiros, segundo o Fórum Nacional Sucroenergético, alertando que todas as 340 unidades podem suspender as atividades até quinta-feira caso as manifestações persistam; somente em São Paulo todas as 150 usinas de açúcar e álcool paralisaram suas atividades, resultando em um prejuízo diário de R$ 180 milhões.

Máquina faz colheita de cana em plantação em Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo 15/09/2016 REUTERS/Nacho Doce
Máquina faz colheita de cana em plantação em Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo 15/09/2016 REUTERS/Nacho Doce (Foto: Paulo Emílio)

247 com Reuters - Ao menos 220 usinas de cana estão paradas em todo o centro-sul do Brasil em decorrência dos protestos de caminhoneiros, disse nesta segunda-feira o Fórum Nacional Sucroenergético, alertando que todas as 340 unidades podem suspender as atividades até quinta-feira caso as manifestações persistam.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), somente em São Paulo todas as 150 usinas de açúcar e álcool paralisaram suas atividades, resultando em um prejuízo diário de  R$ 180 milhões. São Paulo é é o maior produtor de cana do país e responde por 60% do etanol e do açúcar produzidos no Brasil.

"O motivo da paralisação é a falta de óleo diesel, utilizado na colheita, plantio e irrigação da cana-de-açúcar, e de outros insumos, principalmente produtos químicos como cal, ácido sulfúrico, entre outros", destacou o Fórum, principal entidade nacional do setor sucroenergético.

Conforme o Fórum, o centro-sul é responsável por 94 por cento da produção de etanol no país, e a perda de receita estimada já é de 300 milhões de reais ao dia.

"Nesses dias, as usinas estão deixando de produzir mais de 250 mil toneladas de açúcar e 300 milhões de litros de etanol por dia. Estamos em plena safra e as distribuidoras não conseguem tirar os produtos para entrega nos postos para o abastecimento."

A entidade alerta para o risco de o setor ter dificuldades em pagar salários, de o governo arrecadar menos e de haver menos bagaço para cogeração de energia.

Mais cedo, consultorias e a própria União da Indústria de Cana-de-açúcar afirmaram que a moagem de cana no centro-sul na segunda quinzena de maio poderá ser 10 milhões de toneladas menor na comparação anual, enquanto todas as usinas de São Paulo tendem a parar já na terça-feira.

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