Guedes usará coronavírus para justificar pibinho, aponta economista

O economista e consultor do BID, da ONU e do Banco Mundial, Roberto Macedo, em entrevista à Sputnik Brasil, afirmou que o país terá um crescimento inferior a 2% independente do coronavírus

Ministro de Estado da Economia, Paulo Guedes
Ministro de Estado da Economia, Paulo Guedes (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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Sputinik - Pela segunda vez no ano, bancos dos EUA reduziram as projeções de crescimento do PIB brasileiro, acreditando em um impacto negativo do coronavírus no país.

De acordo com relatórios apresentados na última quinta-feira (28), o Bank of America Merrill Lynch diminuiu a previsão de crescimento do Brasil de 2,2% para 1,9%, enquanto o JP Morgan cortou de 1,9% para 1,8%.

"O surto de coronavírus deve impactar negativamente as exportações. Dado o maior impacto esperado do vírus e os contínuos indicadores de atividade econômica sem sinal uniforme no Brasil, reduzimos nossa previsão em outros 30 pb [pontos base]", afirmaram os economistas do banco Bank of America Merrill Lynch, David Beker e Ana Madeira, citados pela Reuters.

O economista e consultor do BID, da ONU e do Banco Mundial, Roberto Macedo, em entrevista à Sputnik Brasil, afirmou que o país terá um crescimento inferior a 2% independente do coronavírus.

"Independente do coronavírus, eu já reduzi a minha previsão de crescimento do Brasil. No último artigo que eu publiquei no Estadão uma semana e meia atrás, a minha previsão de que vai crescer menos de 2% [...] pra você crescer, você precisa investir e eu não tô vendo nada de investimento", argumentou.

"O governo vai usar isso como desculpa pra dizer que cresceu pouco. E esses dias deve sair o resultado do PIB do ano passado [...] e é provável que dê uma taxa inferior aos dois anos anteriores que foi 1,3%", acrescentou.

O especialista destacou, entretanto, que se o coronavírus tiver impacto no Brasil o crescimento deve cair ainda mais abaixo.

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