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Guedes volta a defender controle de gastos e diz que governo não fará “aventuras” para criar programa social

“Se nós conseguirmos criar um produto melhor dentro da responsabilidade fiscal, corretamente financiado, criaremos. Se não, vamos voltar para o Bolsa Família e acabou”, declarou o ministro. “Nós não vamos fazer aventura, não vamos gastar o que não pudermos”, acrescentou

Ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - Em meio a uma grande instabilidade econômica, que se agravará após o pagamento da última parcela do auxílio-emergencial, em dezembro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chamou hoje de “aventura” a destinação de verba para a criação de um novo programa social.

“Se nós conseguirmos criar um produto melhor dentro da responsabilidade fiscal, corretamente financiado, criaremos. Se não, o presidente já deu a última palavra. Enquanto essa discussão não estiver estabelecida, e ela não está, o que vai acontecer é o seguinte: vamos voltar para o Bolsa Família e acabou”, declarou. 

“Nós não vamos fazer aventura, não vamos gastar o que não pudermos. Ou tem sustentação fiscal ou não interessa”, acrescentou, durante palestra no Encontro Nacional de Comércio Exterior. Segundo ele, o ‘Plano A’ do governo é acabar com o benefício e voltar ao Bolsa Família. “Hoje, o plano é A é: chegamos ao fim do ano, fazemos o phasing out (transição, em tradução livre) do auxílio emergencial, e aterrissamos no bolsa família”.

A declaração pode ser interpretada com um recuo depois de sua declaração desta quinta-feira (12), quando afirmou que, se houver uma segunda onda de coronavírus no Brasil, o auxílio-emergencial pode ser prorrogado. O anúncio provocou críticas do mercado financeiro.