Haddad: medida de redução de preços de automóveis 'não é programa de longo prazo
De acordo com o ministro da Fazenda, o incentivo para a produção de carros anunciado pelo governo Lula "pode segurar o fechamento de plantas" industriais no Brasil

247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (26) que a medida anunciada nessa quinta (25) pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir preços de carros não é um programa de longo prazo, mas que pode ajudar a conter o fechamento de fábricas automotivas.
"Estou falando de um programa que vai durar de três a quatro meses, não de uma coisa estrutural, mas que pode segurar o fechamento de plantas nessa transição. Você segura a onda no momento que está difícil para o setor. É um programa tópico, de alguns meses nesse ano, e tenho certeza de que vamos retomar o financiamento [para compra de veículos] com o ciclo de queda da taxa de juros", afirmou Haddad à GloboNews.
A taxa de juros está em 13,75% atualmente e vem sendo motivo de críticas de aliados do governo Lula (PT). Roberto Campos Neto está na presidência do Banco Central desde fevereiro de 2019, primeiro ano da administração de Jair Bolsonaro (PL). Interlocutores do petista pressionam o dirigente a baixar a Selic e argumentam que o percentual dificulta a retomada do crédito e do consumo.
Com o objetivo de estimular a produção automotiva, o governo federal anunciou a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins). Os descontos que incidirão sobre o valor dos veículos irão de 1,5% a 10,96% e são válidos para automóveis de até R$ 120 mil.
Mais de 30 carros têm preço até esse valor e podem ficar mais baratos após incentivo do governo. Os carros novos (zero quilômetro) mais populares no Brasil custam cerca de R$ 60 a R$ 70 mil. Com o incentivo anunciado pelo governo, preços de carros no Brasil podem cair cerca de R$ 15 mil.
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