HSBC pede desculpas por 'Swissleaks'
Anúncio publicado no "Sunday Times" inclui uma carta aberta de seu diretor executivo, Stuart Gulliver, aos clientes e empregados do banco, pelo fato de sua filial suíça ajudar os clientes a sonegar impostos por suas contas milionários: "Temos que compreender que a sociedade à qual servimos espera mais de nós. Por isso, pedimos nossas mais sinceras desculpas"
AFP - O banco HSBC publicou neste domingo (15) na imprensa um anúncio de uma página para pedir desculpas pelo fato de sua filial suíça ajudar os clientes a sonegar impostos por suas contas milionários, como revelou o chamado caso "Swissleaks".
O anúncio publicado no "Sunday Times" inclui uma carta aberta de seu diretor executivo, Stuart Gulliver, aos clientes e empregados do banco.
"A imprensa se centraram em fatos passados, que demonstram que as normas que aplicamos hoje não foram aplicadas em todas as partes", afirma.
"Temos que compreender que a sociedade à qual servimos espera mais de nós, Por isso, pedimos nossas mais sinceras desculpas", diz.
Várias personalidades políticas, do mundo do entretenimento, do esporte e dos negócios são citadas pela imprensa internacional em uma investigação que revela a face oculta do sigilo bancário na Suíça, com base em dados de milhares de contas escondidas no banco HSBC.
O Brasil aparece como o nono país da lista de clientes envolvidos nessa operação.
Batizada de "SwissLeaks", a investigação é uma verdadeira viagem ao coração da fraude fiscal e revela os artifícios utilizados para dissimular dinheiro não declarado.
Segundo as informações, baseadas na investigação de arquivos bancários retirados do HSBC Suíça pelo ex-funcionário Hervé Falciani, quase US$ 180 bilhões teriam transitado por contas do HSBC em Genebra, para fraudar o fisco, lavar dinheiro sujo, ou financiar o terrorismo internacional.
Analisados por 154 repórteres de 47 países, os dados correspondem ao período que vai de 2005 a 2007. Bilhões teriam transitado por essas contas de Genebra, dissimuladas, entre outras, por estruturas offshore no Panamá e nas Ilhas Virgens britânicas.