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HSBC pede desculpas por 'Swissleaks'

Anúncio publicado no "Sunday Times" inclui uma carta aberta de seu diretor executivo, Stuart Gulliver, aos clientes e empregados do banco, pelo fato de sua filial suíça ajudar os clientes a sonegar impostos por suas contas milionários: "Temos que compreender que a sociedade à qual servimos espera mais de nós. Por isso, pedimos nossas mais sinceras desculpas"

hsbc (Foto: Roberta Namour)

AFP - O banco HSBC publicou neste domingo (15) na imprensa um anúncio de uma página para pedir desculpas pelo fato de sua filial suíça ajudar os clientes a sonegar impostos por suas contas milionários, como revelou o chamado caso "Swissleaks".

O anúncio publicado no "Sunday Times" inclui uma carta aberta de seu diretor executivo, Stuart Gulliver, aos clientes e empregados do banco.

"A imprensa se centraram em fatos passados, que demonstram que as normas que aplicamos hoje não foram aplicadas em todas as partes", afirma.

"Temos que compreender que a sociedade à qual servimos espera mais de nós, Por isso, pedimos nossas mais sinceras desculpas", diz.

Várias personalidades políticas, do mundo do entretenimento, do esporte e dos negócios são citadas pela imprensa internacional em uma investigação que revela a face oculta do sigilo bancário na Suíça, com base em dados de milhares de contas escondidas no banco HSBC.

O Brasil aparece como o nono país da lista de clientes envolvidos nessa operação.

Batizada de "SwissLeaks", a investigação é uma verdadeira viagem ao coração da fraude fiscal e revela os artifícios utilizados para dissimular dinheiro não declarado.

Segundo as informações, baseadas na investigação de arquivos bancários retirados do HSBC Suíça pelo ex-funcionário Hervé Falciani, quase US$ 180 bilhões teriam transitado por contas do HSBC em Genebra, para fraudar o fisco, lavar dinheiro sujo, ou financiar o terrorismo internacional.

Analisados por 154 repórteres de 47 países, os dados correspondem ao período que vai de 2005 a 2007. Bilhões teriam transitado por essas contas de Genebra, dissimuladas, entre outras, por estruturas offshore no Panamá e nas Ilhas Virgens britânicas.