IBGE deve confirmar recessão e deixa Planalto apreensivo

Segundo a prévia do desempenho do PIB, divulgada pela Banco Central, a economia recuou 0,13% no período. Mas diante de indicadores ruins, há possibilidade de queda de até mais de 0,3% em comparação com os três meses anteriores, confirmando a recessão da economia e o fracasso da política de Paulo Guedes

Recessão e desigualdade
Recessão e desigualdade (Foto: ABr | Reuters)

247 - O governo de Jair Bolsonaro está apreensivo com a revelação que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará no próximo dia 29, quando irá divulgar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do 2º trimestre deste ano e deve confirmar a recessão técnica da economia. 

Segundo a prévia do desempenho do PIB, divulgada pela Banco Central, a economia recuou 0,13% no período. Mas Diante de indicadores ruins, há possibilidade de queda de até mais de 0,3% em comparação com os três meses anteriores.

Segundo o jornal Correio Braziliense, até os mais otimistas dos economistas, que preveem que a atividade econômica subirá 0,3% no segundo trimestre, não descartam a possibilidade de retração da economia entre abril e junho.

A indústria recuou 1,6% no primeiro semestre do ano. Toda a lentidão na retomada tem refletido nas expectativas do setor produtivo. De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança Empresarial (ICE) — que reúne dados da indústria, comércio, setor de serviços e construção civil — melhorou em julho, para 93,9 pontos. Mas ainda está abaixo de 100 pontos,  sem clima para otimismo.

Do ponto de vista político, o país de volta à recessão não soa nada bem e reforça o argumento da oposição de que o governo não apresentou medidas para estimular o consumo e o emprego na primeira metade do ano. Do lado técnico, a taxa será um detalhe estatístico que reflete a estagnação da economia.

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