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Ibovespa cai e dólar sobe com Temer no centro da Lava Jato

O Ibovespa iniciou a segunda-feira, 12, no campo negativo, com os investidores de olho na tensão no mundo político brasileiro, após divulgação da delação de Cláudio Melo Filho, que coloca o presidente Michel Temer e os principais nomes de seu ministério no centro da Operação Lava Jato; às 10h03 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira caía 0,35%, a 60.291 pontos; já o dólar avançava 0,94%, a R$ 3,4045 na venda

Bovespa bateu recorde de movimentação financeira em 2011 (Foto: Aquiles Lins)

Do Infomoney e Reuters - Após uma semana de leves ganhos, o Ibovespa iniciou a segunda-feira (12) no campo negativo, com os investidores de olho na tensão no mundo político brasileiro, após divulgação da delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que coloca o presidente Michel Temer e os principais nomes de seu ministério no centro da Operação Lava Jato.

Às 10h03 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira caía 0,35%, a 60.291 pontos, ignorando a disparada de quase 5% nos preços do petróleo no mercado internacional.

No mesmo horário, os contratos de juros futuros longos operavam em forte alta, com os papéis com vencimento em janeiro de 2021 saltando 11 pontos-base, a 11,90%, ao passo que os DIs curtos, com vencimento em janeiro de 2018, operavam com leve queda de 2 pontos-base, a 11,85%. Os contratos de dólar futuro com vencimento em janeiro de 2017, por sua vez, subiam 0,04%, sinalizando cotação de R$ 3,402.

Já o dólar avançava 0,94%, a R$ 3,4045 na venda. O dólar futuro subia 0,63%. Na semana passada, a moeda caiu em todos os pregões ante o real e acumulou perda de 2,87%.

Ainda no radar dos investidores, destaque para a última votação da PEC do Teto no Senado, discussões da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, além das intenções do governo em enviar a Lei de Diretrizes Orçamentárias ao parlamento ainda nesta semana, como contraponto à delação recente. Na agenda de indicadores, as atenções voltam-se para a reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) nos Estados Unidos e para o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) no Brasil.