Ibovespa dispara 6% e dólar despenca 3% por otimismo com Bolsonaro para o 2º turno
Às 10h58 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 4,89%, a 86.343 pontos; o contrato de dólar futuro com vencimento em novembro tinha queda de 2,12%, cotado a R$ 3,763, e o dólar comercial recuava 2,57%, para R$ 3,756; as taxas de juros futuros também desabam em reação ao resultado do primeiro turno
O mercado doméstico reage com euforia após Jair Bolsonaro (PSL) confirmar sua ida ao segundo turno com 46% da preferência dos eleitores, acima das expectativas e mostrando larga vantagem contra Fernando Haddad (PT), que teve 29,28% dos votos no primeiro turno. Além disso, o partido de Bolsonaro fez uma forte bancada, de 52 deputados, a segunda maior (menor apenas que do PT).
Às 10h58 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 4,89%, a 86.343 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em novembro tinha queda de 2,12%, cotado a R$ 3,763, e o dólar comercial recuava 2,57%, para R$ 3,756. As taxas de juros futuros também desabam em reação ao resultado do primeiro turno.
Segundo a consultoria política Eurasia, a chance de vitória do candidato é de 75%. Além disso, o mercado passa a contabilizar maior governabilidade, caso seja eleito, uma vez que houve crescimento do PSL no Congresso e surpresas da direita nas eleições para governador.
"Com a performance forte de Bolsonaro no primeiro turno, se a tendência do candidato se mantiver e a candidatura se concretizar, vemos a bolsa como um dos ativos mais atrativos dentro do Brasil. A bolsa negocia hoje a leve desconto em relação à média histórica. Com a vitória de Bolsonaro, acreditamos que o Ibovespa possa ganhar força, impulsionado por uma percepção de risco menor e uma potencial revisão positiva de resultados nos próximos anos", afirma o time de análise da XP Research.
A XP destaca que os papéis que se beneficiam de Bolsonaro como favorito para o Planalto são Cemig, bancos (Banco do Brasil e Bradesco), Petrobras; aéreas e empresas de consumo, com foco em Localiza, B2W e Lojas Americanas, e Usiminas.
Bolsas mundiais
As bolsas asiáticas encerraram em queda após o Banco Central chinês reduzir a taxa de compulsório dos bancos, pela quarta vez no ano, diante dos efeitos negativos da guerra comercial na economia do país.
As bolsas europeias também recuam refletindo o pessimismo vindo da Ásia e preocupações com o plano orçamentário italiano. O país disse que "não recuaria" de seus atuais planos de gastos. A notícia aumenta a pressão sobre o frágil setor bancário italiano. Os índices futuros em Wall Streettambém operam em queda com o mau humor generalizado. Na sexta-feira (5), o rendimento do Treasury com vencimento em 10 anos atingiu o seu maior nível desde 2011.
Os preços dos petróleo recuam diante da expectativa de que o Irã manterá algumas de suas exportações. Duas empresas na Índia, grande compradora de petróleo iraniano, encomendaram barris para novembro, segundo o ministro do Petróleo da Índia. Ao mesmo tempo, o governo norte-americano estaria considerando isenções de sanções previstas para o mês que vem, segundo uma autoridade do governo de Donald Trump.
Destaques da Bolsa
A sessão é de euforia para o Ibovespa, com destaque para estatais e bancos, caso de Petrobras (PETR3 +9,53%;PETR4 +10,02%), Bradesco (BBDC3 +6,35%;BBDC4 +7,1%), Banco do Brasil (BBAS3 +9,65%), Itaú Unibanco (ITUB4 +7,09%), todas com grande participação no índice e com ganhos de cerca de 10%. Eletrobras (ELET3 +12,48%;ELET6 +13,36%) sobe mais de 15%.