Ibovespa opera em alta com possível absolvição da chapa Dilma-Temer

Ibovespa opera em alta de 0,90%, aos 63.500 pontos, impulsionado pelo crescente rumor de que a chapa Dilma-Temer será absolvida no julgamento do TSE, que foi retomado na manhã desta quarta-feira (7); no mesmo horário, os contratos de dólar futuro com vencimento em julho operavam em baixa de 0,20%, cotados a R$ 3,290

Ibovespa opera em alta de 0,90%, aos 63.500 pontos, impulsionado pelo crescente rumor de que a chapa Dilma-Temer será absolvida no julgamento do TSE, que foi retomado na manhã desta quarta-feira (7); no mesmo horário, os contratos de dólar futuro com vencimento em julho operavam em baixa de 0,20%, cotados a R$ 3,290
Ibovespa opera em alta de 0,90%, aos 63.500 pontos, impulsionado pelo crescente rumor de que a chapa Dilma-Temer será absolvida no julgamento do TSE, que foi retomado na manhã desta quarta-feira (7); no mesmo horário, os contratos de dólar futuro com vencimento em julho operavam em baixa de 0,20%, cotados a R$ 3,290 (Foto: Aquiles Lins)

Infomoney - O Ibovespa opera em alta de 0,90%, aos 63.500 pontos, impulsionado pelo crescente rumor de que a chapa Dilma-Temer será absolvida no julgamento do TSE, que foi retomado na manhã desta quarta-feira (7). No mesmo horário, os contratos de dólar futuro com vencimento em julho operavam em baixa de 0,20%, cotados a R$ 3,290.

De acordo com os jornais, tanto PMDB quanto PT apostam em um placar entre 5x2 e 4x3 favorável à absolvição da chapa no TSE. Além disso, aliados do governo estão articulando um "parlamentarismo branco" para manter Temer no poder, colocando o ministro Henrique Meirelles como "primeiro-ministro".

Ainda no campo político, a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou no final da tarde de quarta-feira o relatório da reforma trabalhista por 14 votos a favor e 11 votos contrários, placar exatamente como previsto pelos governistas. A vitória foi considerada apertada, mas demonstra um avanço sobre o tema, o que também anima os mercados.

TSE e radar político
O julgamento da chapa Dilma-Temer foi iniciado na noite de terça-feira (6), quando, por unanimidade, os ministros rejeitaram questões preliminares que impediriam o prosseguimento da ação e o julgamento do mérito da cassação, que não foi analisado na última sessão. Após o voto do relator, ministro Herman Benjamin, deverão votar os ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga, Tarcisio Vieira, Rosa Weber, Luiz Fux, e o presidente do tribunal, Gilmar Mendes. Um pedido de vista para suspender o julgamento não está descartado.

Vale destacar que, na véspera, Gilmar Mender indicou que seu voto no TSE será favorável ao governo ao dizer que existe uma situação singular, que não deve se tornar "comezinha", que é a impugnação de uma chapa presidencial, num grau de instabilidade que precisa ser devidamente considerado. De acordo com jornais como Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, PMDB e PT esperam absolvição da chapa Dilma-Temer por 5 votos a 2. O jornal Valor Econômico ainda destaca que, independentemente do resultado do TSE, líderes dos principais partidos da base aliada articulam uma espécie de "parlamentarismo branco" como saída para preservar as reformas e manutenção do presidente no Planalto.

Ainda sobre Temer, a defesa do presidente terá até sexta-feira para responder às 82 perguntas feitas pela Polícia Federal no inquérito que investiga o presidente por suspeitas de corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa. A data final era ontem, mas a defesa entrou mais cedo com pedido ao Supremo pela ampliação do prazo até o fim da semana. Pela decisão do ministro Edson Fachin, Temer terá agora até às 17h da próxima sexta-feira (9) para responder às perguntas.

Reforma trabalhista e aéreas
O documento da reforma trabalhista recomenda a estratégia de avançar com o texto no Senado sem alterar o projeto aprovado na Câmara - o que exigiria aprovação dos deputados e atrasaria a tramitação. Para incluir as alterações sugeridas pelos senadores, o parecer sugere ajustes com veto presidencial e edição de eventuais medidas provisórias.

Entre as alterações, o relator da reforma trabalhista na CAE, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), sugere veto à regra que prevê o contrato intermitente e pede edição de uma medida provisória com salvaguardas ao trabalhador e regulamentação de setores que poderão usar esse tipo de contrato. Sobre o trabalho insalubre, o relatório pede veto à mudança que permitiria trabalho de gestantes e lactantes de locais com insalubridade "moderada" ou "mínima".

Já na Câmara dos deputados, sem acordo, a votação do projeto de lei das aéreas fica para esta quarta-feira. O projeto de lei 7425/17 permite o controle acionário das companhias aéreas brasileiras pelo capital estrangeiro e é de autoria do Poder Executivo. O projeto tranca a pauta da Câmara por tramitar com urgência constitucional.

Agenda de indicadores
Na agenda de indicadores, no Brasil, atenção para o fluxo cambial semanal a ser revelado às 12h30. Já o Banco Central oferta até 8.200 contratos de swap cambial para rolagem dos contratos de julho, das 11h30 às 11h40, resultado a partir das 11h50.

Nos EUA, o mercado fica de olho nos dados semanais de estoque de petróleo, às 11h30. À noite, será revelado o dado do PIB do primeiro trimestre do Japão às 20h50.

Bolsas mundiais
Na véspera de eventos-chave, como a eleição parlamentar no Reino Unido, decisão do BCE e o depoimento do ex-diretor do FBI James Comey ao Senado nos EUA, os mercados mundiais registram uma sessão de leve alta em sua maioria, interrompendo a baixa da véspera. As bolsas europeias interrompem perdas dos dois últimos dias com bancos em destaque após o Santander acertar compra do Banco Popular Español.

Na Ásia, os mercados acionários da China avançaram nesta quarta-feira, liderados pelo índice CSI300 de blue-chips que fechou na máxima de seis meses, uma vez que o crescente número de empresas listadas na bolsa incentiva os empregados a comprarem ações e com o banco central atuando para aliviar os receios de um aperto de liquidez no meio do ano. A expectativa de que o MSCI inclua ações "A" da China em seus índices neste mês também estimularam o apetite dos investidores por ações de grandes empresas, com mais bancos de investimento prevendo uma boa chance de que tal movimento aconteça.

Vale destacar ainda o relatório da OCDE, que apontou que a economia global está a caminho de registrar neste ano a expansão mais forte em seis anos uma vez que o comércio ajuda a compensar o cenário mais fraco nos Estados Unidos, que ainda passou a ver a crescimento do Brasil em 2017. Para o Brasil, a OCDE passou a ver um crescimento de 0,7 por cento este ano depois de projetar estabilidade anteriormente.

Às 10h00, este era o desempenho dos principais índices:

*FTSE 100 (Reino Unido) -0,19%

*CAC-40 (França) +0,84%

*DAX (Alemanha) +0,30%

*Xangai (China) +1,24% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -0,09% (fechado)

*Nikkei (Japão) +0,02% (fechado)

*Petróleo WTI -0,95%, a US$ 47,73 o barril

*Petróleo brent -1,00%, a US$ 49,62 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian +0,23%, a 433 iuanes

*Minério spot negociado em Qingdao, na China -1,07%, a US$ 55,43 a tonelada

(Com Reuters, Bloomberg, Agência Estado e Agência Brasil)

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