Ibovespa sobe 400 pontos após pesquisa
O Ibovespa dispara depois da divulgação da pesquisa CNT/MDA que mostra uma queda da avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff caindo de 10,8% para 7,7%; a avaliação negativa já chega a 70,9%; desde a divulgação dos números, o índice subiu mais de 0,5% ou 400 pontos
Por Ricardo Bomfim
SÃO PAULO - O Ibovespa dispara depois da divulgação da pesquisa CNT/MDA que mostra uma queda da avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) caindo de 10,8% para 7,7%. A avaliação negativa já chega a 70,9%. Desde a divulgação dos números, o índice subiu mais de 0,5% ou 400 pontos. Às 11h08 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira subia 0,65%, a 51.935.
Outra má notícia para a presidente é o percentual de eleitores ouvidos que defendem o impeachment da presidente: em março, 59,7% se diziam a favor do impeachment de Dilma; neste mês, 62,8% disseram ser favoráveis ao impedimento da presidente.
"A pesquisa trouxe um alívio para o mercado, já que mostra enfraquecimento do governo. Movimento similar ao que ocorria na época das eleições, mas difícil dizer se essa alta vai durar durante o pregão", diz Ari Santos, trader da H. Commcor.
Ações em destaque
As ações da Petrobras (PETR3, R$ 12,25, +3,29%; PETR4, R$ 11,17, +3,52%), que caíam antes da pesquisa, voltavam a subir forte. Os papéis da companhia caíram 6% ontem em meio à incerteza no cenário político. Destaque também para a notícia de que a data final do julgamento da ação coletiva contra a Petrobras em NY deve ser definida em uma audiência marcada para o dia 29/04/2016, de acordo com um cronograma divulgado nesta segunda-feira pela Corte.
Os papéis da Vale (VALE3, R$ 17,94, +3,64%; VALE5, R$ 14,82, +2,77%) também viraram para alta. No radar da companhia, além da questão política, o minério de ferro spot no porto de Qingdao subiu 0,4%, a US$ 52,10.
Por outro lado, as ações de bancos continuam em queda. Destaque para o Bradesco (BBDC3, R$ 27,70, 0,00%; BBDC4, R$ 28,12, -0,28%), que que iniciou no fim da segunda-feira conversas exclusivas para adquirir a unidade brasileira do HSBC, mas já passa a recuar. No radar dos bancos está a possibilidade de aumentos principalmente na CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), o que deve prejudicar o desempenho destas companhias.
Já o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 21,98, -0,23%) recua pela quarta vez consecutiva mesmo depois de se tornar agora o banco mais barato do mundo após o Fundo Soberano começar a vender suas ações. O BB é negociado a 5,13 vezes o lucro previsto para os próximos 12 meses - a menor relação entre os 100 principais bancos do mundo por valor de mercado. Segundo dados da Bloomberg, a média desse grupo é de 11,4 vezes. O Fundo Soberano começou a vender ações do BB no mês passado como parte da estratégia de se preparar para usar os recursos no ajuste fiscal do governo. Em junho, ele teria vendido 1 milhão de papéis do banco, segundo dados compilados pela Bloomberg.