Indústria adere ao manifesto #precojusto

Humberto Barbato, da Abinee, diz que preo dos tablets pode cair 25% e apoia iniciativa do Brasil 247 e de Felipe Neto

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Marcio Kroehn_247 – A indústria nacional está atenta aos pedidos pela queda dos impostos nos produtos eletroeletrônicos. Desde a terça-feira 26, o jornal Brasil_247 e o colunista Felipe Neto iniciaram uma campanha de mobilização popular pela internet pelo fim das taxas abusivas que encarecem produtos como aparelhos celulares, videogames e tablets. O manifesto #precojusto, que conquistou mais de 330 mil adesões em quatro dias e esteve entre os assuntos mais comentados (trending topic) da semana no twitter, também se encaixa na demanda dos fabricantes brasileiros. Embora o absurdo esteja na exorbitante diferença entre o preço cobrado lá fora e o custo pago pelos consumidores brasileiros, por exemplo, no iPad (R$ 954 nos EUA contra R$ 2.400 no Brasil) ou no PS3 (R$ 474 nos EUA contra R$ 2.000 no Brasil), o presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Humberto Barbato, quer ver taxas menores para a produção local. “O Custo Brasil já encarece uma barbaridade um produto. É preciso acabar com a voracidade dos impostos para eliminar o mercado cinza, que tira a capacidade de compra do cidadão”, diz Barbato. Até a sexta-feira 29 de abril, último dia para a entrega do Imposto de Renda referente ao ano de 2010, o Brasil já havia arrecadado mais de R$ 460 bilhões em impostos.

O tablet fabricado no Brasil tem tudo para ser mais barato e acessível que o produto importado. Ou melhor, competitivo. Mas, sem um incentivo do governo, as indústrias terão poucos motivos para realizar investimentos no desenvolvimento do produto. “Os componentes utilizados pela indústria brasileira são os mesmos comprados pelos fabricantes mundiais. A competitividade depende da aprovação da Lei do Bem”, afirma Barbato. A Lei do Bem é uma espécie rara de isenção fiscal no País. Ela elimina os custos do Pis e Cofins, dois impostos que, somados, reduzem 10% o preço final do produto. Além disso, essa indústria conta com a Lei de Informática, que permite uma série de benefícios, como a redução de 15% do IPI. “A Lei do Bem e a Lei da Informática permitiram que os computadores e notebooks se tornassem competitivos no País, sem a necessidade do consumidor viajar para comprar o produto no exterior”, argumenta o presidente da Abinee. Se o tablet for incluído na mesma categoria dos computadores pessoais, que contribuem para a inclusão digital no País, o consumidor poderá pagar até 25% menos do que pagaria hoje por um produto brasileiro.

Barbato tem comparecido com frequência a Brasília nos últimos dias para conversar e mostrar às autoridades brasileiras a importância do tablet para a criação de empregos no País e para aumentar a força da indústria local. A partir do momento em que a Receita Federal classificar o produto como um computador, o incentivo da Lei do Bem passará a valer. Além disso, há um estudo sendo feito pelo Congresso Nacional para avaliar o alcance do tablet. “Esperamos que o benefício fiscal saia até o começo do segundo semestre”, diz Barbato. O que fica claro no manifesto é que o jovem não quer comprar produto pirata, quer #precojusto. Para aderir ao manifesto, acesse www.precojustoja.com.br e assine.

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