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Investimento das empresas é o menor desde 2009

Eis mais uma prova de como a sabotagem política imposta ao segundo governo Dilma arruinou a economia brasileira: o investimento empresarial, segundo a consultoria Economática, é o menor em quase uma década; "O donos do dinheiro podem ser impiedosos, desumanos e insensíveis ao social. Mas burros não são", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; confiança prometida por Temer e Meirelles ainda não se reflete na disposição a investir

Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)
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A consultoria Economática publicou um levantamento da relação entre investimentos em bens de capital (Capex, em “economês”) e a depreciação do capital das empresas brasileiras.

É o menor desde a crise de 2009 e desde o início da série de dados. Bem abaixo, aliás, e caindo.

Capacidade ociosa em alta e, portanto, baixas perspectivas de investimento.

Crédito em queda, porque é caro e porque há queda de renda e desemprego crescente.

Não obstantes as pequenas melhoras na produção física – em escala mínima, ressalte-se – a indústria continua demitindo, como registra hoje a Folha

capex

E seus setores mais dinâmicos – veículos, autopeças e construção – encontram-se em crescente paralisia.

Também não há possibilidade, pela situação fiscal, de qualquer política anticíclica que possa partir do Estado para reaquecer a economia.

Não é a “confirmação do impeachment” que está travando a entrada de capital estrangeiro: ela já aconteceu e suas pegadas estão na apreciação do real e na elevação dos índices da Bolsa.

Ao contrário, ninguém pode descartar que, garantido no cargo, não haja surpresas da parte da área econômica do Governo, com novos tributos que Henrique Meirelles sempre deixa no campo das “possibilidades indesejadas”.

Se há no governo Temer algumas marcas, elas certamente não são a lealdade e a clareza de atitudes.

O donos do dinheiro podem ser impiedosos, desumanos e insensíveis ao social. Mas burros não são.