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Economia

Itaú: imposto zero na cesta básica é pífio na inflação

Contas dos economistas do Itaú Unibanco apontam que efeito no IPCA da alíquota zero nos impostos federais sobre a cesta básica, anunciada na sábado 9 pela presidente Dilma, será de apenas 0,12%; no entanto, juros no mercado futuro caem; antes, economista-chefe do banco, Ilan Goldfjan, registrou em artigo que remédio correto contra a alta nos preços seria cortar empregos e o consumo das famílias; presidente do banco, Roberto Setubal, não o contestou; ministro da Fazenda, Guido Mantega: "O setor se comprometeu a repassar a redução de preços o mais depressa possível para os produtos contemplados"

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247 – No mesmo dia em que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou à imprensa sobre os efeitos da desoneração de impostos da cesta básica na redução na inflação, o maior banco privado do País externou sua avaliação a respeito do tema – e, com ela, uma nova trombada entre a instituição e o governo está anunciada.

Para o Itaú, a 'zerada' nos impostos federais sobre a cesta básica terá, na prática, um resultado pífio sobre a inflação. Os economistas do banco acreditam que o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Ampliado --  deverá cair apenas cerca de 0,12%. Na semana passada, o sócio e economista chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, registrou em artigo no jornal O Estado de S. Paulo que as medidas corretas para o combate à inflação seriam o desaquecimento do mercado de trabalho e do consumo das famílias. Somadas, as posições devem provocar um novo afastamento entre o presidente da instituição, Roberto Setúbal, e a equipe econômica do governo da presidente Dilma Rousseff. Na 60ª reunião do chamado Conselhão, que reúne empresários em torno da presidente, realizada dias atrás em Brasília, Setúbal não compareceu, apesar da presença de alguns dos maiores empresários do País no encontro.

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Brasília 247 – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se mostrou otimista nesta segunda-feira 11, ao afirmar que o governo espera que os abatimentos no preço da cesta básica sejam sentidos rapidamente pelos consumidores brasileiros.

"Para nós do governo, é importante que essa medida chegue logo à prateleira dos supermercados para beneficiar os brasileiros. O setor se comprometeu a repassar a redução de preços o mais depressa possível para os produtos contemplados", destacou em Brasília, em entrevista coletiva aos jornalistas.

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A avaliação foi feita depois que o ministro se reuniu com os representantes dos supermercados, que queriam entender os detalhes do anúncio feito pela presidente Dilma Rousseff no sábado 9, em pronunciamento oficial por rádio e TV.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, Fernando Yamada, os produtos mais caros como carne vão ter redução de até 6%. A queda nos preços dos demais itens da cesta básica deve girar em torno de 3%.

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Ainda de acordo com o presidente da ABRAS, a expectativa é repassar os descontos aos consumidores nos próximos meses, mas esse prazo "depende" da indústria.

Na BM&F – Bolsa de Mercadorias e Futuros – os contratos de juros futuros registraram baixa, atribuída pelos analistas à desoneração de impostos da cesta básica. Ouvidos pelo jornal Valor Econômico, economistas do Bradesco projetaram uma queda de 0,60% na taxa de inflação em razão da retirada dos impostos federais da cesta básica.

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Abaixo, notícia do portal Infomoney sobre a avaliação do Itaú Unibanco:

Para Itaú, redução de impostos da cesta básica quase não chegará ao consumidor

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SÃO PAULO - A redução de impostos da cesta básica, anunciada na noite da última sexta-feira (8) pela presidente Dilma Roussef, quase não chegará ao consumidor, segundo análise do Itaú.

De acordo com o banco, apenas um quarto do total dos benefícios fiscais será repassado ao preço final dos produtos, o que irá impactar em cerca de 0,12% o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mede a inflação oficial do país.

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Desoneração
Na noite da última sexta-feira (8), durante pronunciamento em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a presidente Dilma Roussef anunciou a desoneração dos produtos que compõem a cesta básica do brasileiro.

Com a medida, itens como carnes (bovina, suína, aves, peixes, ovinos e caprinos), café, óleo, manteiga, açúcar, leite essencial, arroz, farinha de trigo, batata, legumes, pão e frutas, além de produtos de higiene pessoal (papel higiênico, pasta de dentes, sabonete) passam a não pagar PIS/Cofins ou sofrer incidência do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Na ocasião, a presidente disse esperar uma redução de preços de até 12,5% no preço de alguns itens. "Conto com os empresários para que isso signifique uma redução de pelo menos 9,25% no preço das carnes, do café, manteiga, do óleo de cozinha, e de 12,5% na pasta de dentes, nos sabonetes, só para citar alguns exemplos", disse a presidente.

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