Itaú planeja assumir Credicard para enxugar e demitir

Negociação para a compra da operadora de cartões de crédito pertencente ao Citigroup na reta final; oferta superior a R$ 3 bilhões feita pelo Itaú Unibanco é aceita; mas instituição de Roberto Setúbal deixou claro que quer fechar lojas e cortar postos de trabalho; Citi estaria sendo pressionado para cortar primeiro e receber depois; nos dois últimos anos, Itaú foi recordista de cortes no setor financeiro: 12 mil demissões em 24 meses; manobra seria forma de evitar propagação ainda maior da fama de banco que desemprega

Itaú planeja assumir Credicard para enxugar e demitir
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247 – O Itaú Unibanco está a um passo de comprar a operadora de cartões de crédito Credicard do Citigroup – e milhares de empregados da Credicard podem perder seus empregos. Com uma oferta superior a R$ 3 bilhões pela operadora, o banqueiro Roberto Setúbal resolveu pagar bem acima do oferecido pelos concorrentes Bradesco e Santander, ficando sozinho na parada. Porém, até mesmo o Citigroup parece ter se assustado com a antecipação, pelos negociadores do Itaú, do desejo da instituição de fechar cerca de 50 das 150 lojas da bandeira Credicard e, neste processo, eliminar centenas de postos de trabalho entre os 1,2 mil funcionários. Comenta-se que, para confirmar a oferta, o Itaú exige que o próprio Citigroup faça cortes antes de entregar o negócios. 

Demitir em peso está se tornando uma marca do Itaú. Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf) aponta para 12 mil demissões feitas pelo banco de Setúbal ao longo de 2011 e 2012. O economista chefe e sócio do Itaú Ilan Goldfajn, ex-diretor do Banco Central, tem pregado publicamente pelo desemprego em praticamente todos os setores da economia (ele não específica onde os cortes devem ocorrer, deixando livre a interpretação). Para ele, só o desaquecimento da economia aliviaria a taxa de inflação que, de resto, na última apuração do IBGE, está dentro da meta do BC. O Itaú é o banco lider em demissões no mercado financeiro.

Na Credicard, o Itaú já deixou claro aos vendedores do Citigroup de que não gostaria de carregar litígios trabalhistas e manter todos os empregados atuais. O plano apresentado inclui também o fechamento de endereços da bandeira em todo o País. Os observadores que procuram acompanhar de perto o desfecho da negociação, ainda não anunciado formalmente, acreditam que a rudez do Itaú está levando o Citi a fazer exigência de manutenção dos empregos e da estrutura do Credicard como forma de fazer a venda prevalecer.

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