J&F e Petrobras podem ter arbitragem

A Petrobras e a J&F, dos irmãos Batista, podem ter arbitragem para resolver um imbróglio relacionado ao fornecimento de gás para a termelétrica do conglomerado, em Cuiabá; após a delação de Joesley, a Petrobras interrompeu o fornececimento, alegando que a J&F descumpriu cláusula da legislação anticorrupção; a próprio Joesley Batista, empenhado em reverter a decisão, já tentou contato com Pedro Parente por WhatsApp; o presidente da Petrobras recebeu as mensagens, mas não respondeu

Joesley Pedro Parente
Joesley Pedro Parente (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Após delação de Joesley Batista, a estatal rompeu o contrato de fornecimento de gás para a termelétrica do conglomerado, em Cuiabá. Sem o combustível, a empresa diz que deixou de faturar R$ 106 milhões desde julho, prejuízo que até dezembro poderia atingir níveis estratosféricos.

O próprio Joesley Batista, empenhado em reverter a decisão, já tentou contato com Pedro Parente por WhatsApp. O presidente da Petrobras recebeu as mensagens, mas não respondeu. Um gerente da estatal enviou e-mail à J&F dizendo que o contrato segue extinto.

A Petrobras alega que a J&F descumpriu cláusula da legislação anticorrupção -Joesley diz na delação que ofereceu R$ 500 mil ao deputado Rodrigo Rocha Loures para resolver a disputa com a Petrobras. Já a empresa diz que a propina não estava ligada ao contrato e que fez acordo de leniência -vai pagar multa de R$ 10,3 bilhões e não pode sofrer retaliações.

A Petrobras cobra ainda multa de R$ 70 milhões da Ámbar, a empresa da J&F que controla a termelétrica. Já o grupo quer de volta
R$ 20 milhões que pagou adiantado pelo gás que acabou não recebendo.

 As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

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