Joel Birman: democracia é condição de vida. O discurso de Bolsonaro é o discurso da morte

O psicanalista Joel Birman, autor do livro O sujeito na contemporaneidade: espaço, dor e desalento na atualidade afirmou em entrevista à Estação Sabiá, que devemos estar juntos nesse momento em que os interesses fundamentais da vida e da democracia estão ameaçados. “A linguagem usada nesse governo não é simbólica, ela se transforma em ato e como ato ela tem poder direto de violência sobre os ouvintes". Assista

247 - O psicanalista Joel Birman, autor do livro O sujeito na contemporaneidade: espaço, dor e desalento na atualidade, Prêmio Jabuti e escolhido o melhor livro do ano de 2013, afirmou em entrevista à Estação Sabiá, que devemos estar juntos, mais que nunca, nesse momento em que os interesses fundamentais da vida e da democracia estão ameaçados. 

Birman acredita que está havendo claramente uma “desidratação” da base eleitoral de Bolsonaro em diferentes segmentos da sociedade e que “precisamos criar canais de participação para essas pessoas que se desapegaram dos ideários bolsonaristas” e organizar melhor a resistência.

Para ele, democracia é condição de vida e a causa desse autoritarismo fascista é a causa da morte. “A linguagem usada nesse governo, essa retórica, essa descarga verbal não é simbólica, ela se transforma em ato e como ato ela tem poder direto de violência sobre os ouvintes". E por isso, segundo Birman, a apresentação do presidente baseada ostensivamente na força e na violência tem o poder de provocar o temor das pessoas e autoriza ações violentas contra pobres, carentes, estudantes, homossexuais.

Birman falou sobre esse Brasil adoecido e tóxico que vivemos, que leva as pessoas à depressão e ao adoecimento físico. Ele, porém, tem esperança. “Nossa situação hoje é muito melhor do que em dezembro do ano passado.” Segundo ele, o desamparo é fundamental para criar laços sociais. A precariedade é que é criadora de sociedades e é isso que nos dá a perspectiva de futuro. “Precisamos nos unir para criar perspectiva de futuro [...] Quando formos muitos e juntos numa organização de massa o poder perderá sua força".

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