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Economia

Juro maior, ma non troppo

BC, de Alexandre Tombini, eleva taxa de juros; abaixo da expectativa do mercado

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira elevar a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual para 12% ao ano. Com isso, reduziu o ritmo de alta do juro básico da economia iniciado em janeiro deste ano, quando a taxa foi elevada em 0,50 ponto porcentual, e no início de março, quando também subiu meio ponto. Foi a terceira reunião do comitê que reúne os diretores do BC sob o comando de Alexandre Tombini na instituição, e do governo de Dilma Rousseff.

A decisão de hoje ficou fora da previsão da maior parte dos analistas financeiros. De acordo com levantamento da Agência Estado, de 70 instituições financeiras consultadas, 47 esperavam uma alta de 0,50 ponto porcentual; 22 instituições previam aumento de 0,25 ponto porcentual e uma, o Banco Santander, previa estabilidade.

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A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 7 e 8 de junho. A ata da reunião de hoje será divulgada pelo BC na quinta-feira da próxima semana, dia 28 de abril.

Sob a presidência de Alexandre Tombini e com uma diretoria composta exclusivamente de funcionários públicos, o ajuste nos juros este ano já soma 1,25 ponto porcentual, bem próximo do aperto de 1,5 ponto porcentual promovido por Henrique Meirelles quando este assumiu o BC do governo Lula em 2003. Na gestão Meirelles, no entanto, o ajuste no juro ocorreu sobre uma base mais elevada, já que a Selic herdada foi de 25% ao ano, e dava continuidade a um ajuste iniciado pelo governo anterior logo após as eleições, que já tinha subido o juro básico em 7 pontos porcentuais.

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Apesar de o BC de fato estar apertando as condições da economia - tanto via alta de juros, como por meio de medidas de contenção de crédito -, a autoridade monetária ainda está sob fogo cruzado do mercado financeiro. A avaliação é de que, diante do quadro inflacionário bastante preocupante, com a inflação já rodando em 12 meses próximo do teto da meta (6,5%), e dos sinais de que a economia ainda tem uma demanda interna pujante, o BC brasileiro estaria assumindo riscos demais com a atual política de ajuste gradual dos juros.

Do lado do BC, o último relatório de inflação deixou claro que a autoridade monetária está de olho não só em domar a inflação, mas também em não sacrificar demais o crescimento econômico. Por isso, o documento trouxe explicitamente que o BC não vai buscar o centro da meta (4,5%) neste ano, apostando que este objetivo será alcançado em 2012. A autoridade monetária já se preparou para conviver com críticas até o terceiro trimestre do ano, enquanto a inflação em 12 meses estiver rodando em níveis elevados, mas espera que no final do ano o IPCA acumulado começa a desenhar claramente a trajetória de convergência para a meta de 4,5%, que já poderá ser alcançada até o segundo trimestre do ano que vem.

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