Leilão: eles pagaram caro, e dizem que valeu a pena

Jos Antunes Sobrinho, da Engevix, Carlos Butarelli, da Triunfo, e Gustavo Rocha, da Invepar, levaram, respectivamente, a administrao dos aeroportos de Braslia, Campinas e Guarulhos, e demonstram confiana em relao ao retorno do investimento, que somou, no total, R$ 24,5 bilhes

Leilão: eles pagaram caro, e dizem que valeu a pena
Leilão: eles pagaram caro, e dizem que valeu a pena (Foto: HELVIO ROMERO/AGÊNCIA ESTADO)

As empresas que venceram a disputa pelos aeroportos de Brasília e Campinas esperam taxas nominais de retorno de dois dígitos, segundo o presidente da Engevix, José Antunes Sobrinho, e da Trifunfo, Carlos Butareli, nesta ordem.

A Invepar, que ficou com Guarulhos, diz que está confiante no retorno de seu investimento. Seu presidente, Gustavo Rocha, não revela valores.

"A taxa de retorno vai permitir fazer a alavancagem completa do projeto", destacou Sobrinho, da Engevix, em entrevista à imprensa após coletiva do leilão de vendas dos aeroportos.

A Invepar, que venceu a disputa pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, destaca que um operador privado tem mais flexibilidade de estratégia e busca de funding. O presidente da empresa, Gustavo Rocha, disse estar confiante no retorno do projeto, apesar da proposta agressiva de R$ 16 bilhões pelo terminal.

As obras em Guarulhos até a Copa do Mundo, segundo Rocha, vão se concentrar no terminal de passageiros. "A Infraero está tirando leite de pedra" disse o executivo quando questionado sobre a situação atual dos aeroportos brasileiros.

O executivo destacou que o Grupo Invepar ficou 8 meses trabalhando em sua proposta, que contou com consultores da Áustria e Espanha, envolvendo cerca de 100 pessoas. Sobre seu parceiro internacional, a ACSA, da África do Sul, disse que a empresa foi a responsável pela administração dos aeroportos na Copa de 201O.

IPO

A Invepar pretende abrir seu capital no prazo de 12 a 24 meses, segundo o presidente da empresa, Gustavo Rocha. O presidente da Invepar disse ainda que a proposta da empresa pelo aeroporto de Guarulhos, a mais alta do leilão, foi muito bem avaliada e discutida, com cerca de 100 executivos participando de sua elaboração, incluindo técnicos de seu parceiro internacional, a sul-africana ACSA. O lance oferecido foi de R$ 16,2 bilhões.

Autorgas

O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, explicou que os valores das outorgas dos três aeroportos privatizados hoje (Guarulhos, Campinas e Brasília) serão pagos ao longo das concessões pelas Sociedades de Propósito Específico (SPEs), ou seja, pelo consórcio vencedor, que possui 51% da SPE, e também pela Infraero, que tem 49%. As outorgas serão pagas com as receitas obtidas durante o contrato.

Dessa forma, a Infraero também participará do pagamento das outorgas definidas hoje. Como o dinheiro virá das receitas, isso afetará os dividendos a serem distribuídos.

Ao ser questionado se não era "injusto" o fato de a Infraero ter de pagar pelo ágio oferecido hoje pelo seus sócios, Vale disse que de certa forma "esse é o lado negativo do alto ágio para a Infraero".

Vale disse ainda que o único desembolso direto da Infraero somará cerca de R$ 600 milhões, feito em até 22 meses, para o capital inicial das três SPEs. Um terço desse valor será aportado nos primeiros meses.

Com relação aos cerca de 2.800 funcionários que hoje trabalham nos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília, Vale disse acreditar que pelo menos 50% serão absorvidos pelos consórcios. Os que não forem, serão transferidos para os demais aeroportos sob gestão da estatal.

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