Levy ao JN: 'tem que trazer a inflação para 4,5%'
No mesmo dia em que o IBGE informou que a inflação oficial, medida pelo IPCA, somou 8,47% em doze meses até maio, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse, nesta quarta (10), em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que o comportamento dos preços tem de ser acompanhado o “tempo inteiro”; "Uma inflação alta cria incertezas, ela inibe os investimentos além de ser uma forma que em geral as pessoas com menor renda acabam tendo um impacto maior na vida delas do que nas outras”, disse; segundo o ministro, ter uma inflação baixa protege as pessoas de menor renda; “É por isso que é tão importante a gente estar trabalhando para continuar baixando a inflação", afirmou
247 - No mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, nesta quarta-feira (10), que a inflação oficial, medida pelo IPCA, somou 8,47% em doze meses até maio, o maior patamar desde 2003, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, que o comportamento dos preços tem de ser acompanhado o “tempo inteiro”.
“A gente tem que trazer a inflação para 4,5%. Uma inflação alta cria incertezas, ela inibe os investimentos além de ser uma forma que em geral as pessoas com menor renda acabam tendo um impacto maior na vida delas do que nas outras”, disse ele.
Segundo o ministro, ter uma inflação baixa, portanto, protege as pessoas de menor renda. “É por isso que é tão importante a gente estar trabalhando para continuar baixando a inflação", afirmou.
Para ele, o comportamento da inflação tem a ver, um pouco, com a chamada “inércia” dos preços, ou seja, o carregamento da inflação passada para os preços atuais.
“Recentemente, o câmbio mudou um pouco. Há alguns preços administrados que incorporam de uma maneira muito significativa a variação do câmbio. Então, isso dificulta um pouco a administração da politica monetária”, declarou Levy.
