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Levy diz que governo pode abrir capital de "algumas companhias"

Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o governo estuda a possibilidade de abrir o capital de algumas empresas púbicas como uma maneira de ampliar o caixa, além de garantir o cumprimento da meta de superávit fiscal, que é de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano; "Tem algumas companhias públicas que estamos querendo abrir o capital. Elas ficarão mais competitivas, isso aumentará o valor delas, teremos um pouco mais de receita. É um ganha-ganha", disse 

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participa da audiência na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara para discutir a Operação Zelotes, da Polícia Federal (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o governo estuda a possibilidade de abrir o capital de algumas empresas púbicas como uma maneira de ampliar o caixa, além de garantir o cumprimento da meta de superávit fiscal, que é de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. "Tem algumas companhias públicas que estamos querendo abrir o capital. Elas ficarão mais competitivas, isso aumentará o valor delas, teremos um pouco mais de receita. É um ganha-ganha", disse em entrevista ao jornal A gazeta, do Espírito Santo.

Levy evitou citar quais companhias poderiam ser alvo desta abertura de capital, mas disse que o governo poderá privatizar algumas ou fazer uso do modelo de concessões em outros casos. "Todo mundo fala do tal custo Brasil. Uma das maneiras de diminuí-lo é melhorando a infraestrutura, para isso, a participação do capital privado é muito importante. Já temos uma boa experiência disso em todo o País", afirmou citando como exemplos as áreas de rodovias, portos e aeroportos.

Sobre a possibilidade de um rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Moody's, o ministro foi lacônico. "Temos de trabalhar para que (a nota do Brasil) não seja (rebaixada)". Segundo ele, o governo trabalha com a perspectiva de queda da inflação no próximo ano, apesar de observar que o nível de emprego ainda enfrentará turbulências. "Na parte do emprego, talvez tenhamos mais alguns meses de desafio. Toda vez que se tem um ajuste, durante um certo período você terá problema com emprego. Até que a pessoa saia do setor que não é competitivo para o setor que é competitivo há uma fricção", observou.