Levy: Se Congresso ajudar, podemos aumentar meta de 2016
Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o governo está fazendo o máximo que pode em termos fiscais, e que um esforço adicional depende fundamentalmente dos parlamentares; ele afirmou que o superávit primário de 2016 pode ser aumentado, se houver um “alinhamento de prioridades entre Executivo e Congresso”; “O protagonismo do Congresso até agora tem sido na direção de enfraquecer a meta (fiscal), pelas mais diversas razões”, disse
247 - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chamou o Congresso para a responsabilidade da crise econômica. Em entrevista à Agência Estado, ele disse que o governo está fazendo o máximo que pode em termos fiscais, e que um esforço adicional depende fundamentalmente dos parlamentares.
Levy afirmou que o superávit primário de 2016 pode ser aumentado, se houver um “alinhamento de prioridades entre Executivo e Congresso”. “O protagonismo do Congresso até agora tem sido na direção de enfraquecer a meta (fiscal), pelas mais diversas razões”, disse.
Segundo ele, a recente redução da meta de 2015 poderia ter ficado “num mínimo” de 0,4% do PIB (e não 0,15%, como passou a vigorar) se o Congresso tivesse aprovado o projeto de lei que muda a desoneração da folha nos termos e no timing intencionados pelo Executivo.
Levy também ironizou os que apostam contra a retomada do Brasil: ‘Quando eu tinha 13 anos, minha irmã, um ano mais nova, era mais alta do que eu. Tinha um porteiro que todo dia passava e dizia ‘ah é, a menina cresceu, mas ele não vai crescer, que pena, não vai ficar que nem o pai’ (Levy tem cerca de 1,90 metro é bem mais alto que sua irmã). Diante desta extraordinária lição de vida, tenho certa reserva quanto a essa história de que “o Brasil nunca mais vai crescer”. Se a gente não fizer nada, não cresce. Mas há milhões de novas tecnologias para disseminar’ (leia mais).