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Liberação do FI-FGTS saiu com propina em quase metade dos casos

Dos R$ 24 bilhões investidos pelo FI-FGTS em companhias privadas, R$ 11,4 bilhões – ou 47,7% do total – foram liberados por meio de pagamento de propinas; esquema era comandado pelo PMDB da Câmara na Caixa Econômica Federal e passava por aliados de Michel Temer, como Eduardo Cunha, Henrique Alves e Geddel Vieira Lima

Brasília- DF 01-07-2015- Vice-Presidente Michel Temer, Eduarado Cunha, Renan Calheiros, Presidente do PT, Rui Falcão durante posse da presidente do PCdoB, Luciana Santos. Foto: Lula Marques/ Agência PT (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Dos R$ 24 bilhões investidos pelo FI-FGTS em companhias privadas, R$ 11,4 bilhões – ou 47,7% do total – foram liberados por meio de pagamento de propinas.

É o que aponta reportagem de Alexa Salomão e Marcelo Godoy, publicada no Estado de S. Paulo.

O esquema era comandado pelo PMDB da Câmara na Caixa Econômica Federal e passava por aliados de Michel Temer, como Eduardo Cunha, Henrique Alves e Geddel Vieira Lima.

"O FI-FGTS foi criado em 2007. Tem hoje um patrimônio R$ 32 bilhões para suportar projetos que buscam fortalecer a combalida infraestrutura nacional, em áreas como transporte, energia e saneamento. Cerca de R$ 24 bilhões estão investidos em empresas por meio de ações compradas em bolsa, cotas em fundos, participações em negócios e debêntures. Pelas denúncias, R$ 11, 4 bilhões alocados diretamente em empresas transformaram o dinheiro do trabalhador em moeda para negociatas entre políticos, seus emissários e empresários", informam os jornalistas.