Luciano Coutinho: BNDES vive ressaca da pós-verdade

Ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho rebateu editorial da Folha que afirma que a política de internacionalização de empresas implementada pelo banco teria beneficiado apenas grandes empresas; "Afirmações falsas, insistentemente repetidas por meios de comunicação credíveis, viram "pós-verdades" injustas"; ele também questiona a credibilidade do jornal ao observar que "o significado da verdade é um debate milenar que voltou à moda atualmente"; "Se não é possível estabelecê-la de forma absoluta, é preciso franqueza de espírito para buscar dados, entender os fatos e as razões de cada um. Quantos no jornalismo brasileiro podem hoje se orgulhar desse esforço?"

Data: 18/01/2012   
Editoria: Brasil
Reporter: Marcelo Mota
Local: Rio de Janeiro, RJ
Pauta: Coletiva BNDES
Setor: financiamento
Personagem: Luciano Coutinho, Presidente do BNDES, fotografado no BNDES, Centro, RJ.
Tags: coutinho, bndes, banco, fina
Data: 18/01/2012 Editoria: Brasil Reporter: Marcelo Mota Local: Rio de Janeiro, RJ Pauta: Coletiva BNDES Setor: financiamento Personagem: Luciano Coutinho, Presidente do BNDES, fotografado no BNDES, Centro, RJ. Tags: coutinho, bndes, banco, fina (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho rebateu, por meio de um artigo, um editorial do jornal Folha de São Paulo que afirma que a política de consolidação e internacionalização de empresas teria sido implementada com recursos subsidiados, aportados pelo Tesouro, via BNDES, e que a instituição seria utilizada como uma espécie de moeda de troca junto a grandes empresas."Afirmações falsas, insistentemente repetidas por meios de comunicação credíveis, viram "pós-verdades" injustas. Assim tem sido em relação ao BNDES no período de 2007 a 2016", diz Coutinho.

"As operações da BNDESPar, subsidiária de participações societárias do BNDES, sempre foram feitas sem subsídios, a custos de mercado e em sua grande maioria contando com a participação de investidores do mercado de capitais", destaca o artigo. "Também é falsa a alegação de opacidade e favoritismo. A Política de Desenvolvimento Produtivo, lançada em 2008, estabeleceu a diretriz de apoio à internacionalização de empresas de capital nacional capazes de disputar posições de liderança", o que, segundo ele, teria resultado no "aumento da formalização de produtores, adoção de melhores práticas socioambientais, aumento da arrecadação de impostos e melhoria da gestão".

No texto, Coutinho também rebate as afirmações do editorial intitulado "A ressaca dos campões" de que "os recursos aportados pelo Tesouro ao BNDES no período de 2008 a 2014 tiveram impulso efêmero sobre os investimentos" e que "só beneficiaram grandes empresas". "Basta consultar o IBGE para ver que a taxa de investimento subiu de uma média de 16,4% do PIB de 2000 a 2007 para 20% de 2008 a 2014. Essa diferença significou um volume adicional acumulado de investimento de cerca de R$ 1,5 trilhão, o triplo dos recursos aportados no BNDES", afirma Coutinho.

"A participação das MPMEs nos desembolsos do banco passou de cerca de 20% no início dos anos 2000 para cerca de um terço em meados desta década. O número de empresas com acesso ao BNDES saltou de 44 mil em 2007 para 277 mil em 2014 -quase todos os novos clientes são firmas de menor porte", assegura.

Ao final, Coutinho questiona a credibilidade do jornal ao observar que o significado da verdade é um debate milenar que voltou à moda atualmente. Se não é possível estabelecê-la de forma absoluta, é preciso franqueza de espírito para buscar dados, entender os fatos e as razões de cada um. Quantos no jornalismo brasileiro podem hoje se orgulhar desse esforço?"

 

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