Luciano Coutinho defende investimentos do BNDES

Presidente do BNDES ressaltou, em audiência no Senado, que a BNDESPar tem sido mal compreendida, mas não usa "um centavo sequer" de dinheiro público, faz investimentos rentáveis e tem gerado lucro para o BNDES; em 2012, o lucro da BNDESPar foi de R$ 298 milhões; no fim da reunião, ao fazer um balanço sobre a macroeconomia, Luciano Coutinho disse estar confiante que o Brasil consiga uma taxa de 3,5% de crescimento até o fim do ano

Luciano Coutinho defende investimentos do BNDES
Luciano Coutinho defende investimentos do BNDES (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Agência Senado - As Comissões de Serviços de Infraestrutura (CI) e de Assuntos Econômicos (CAE) encerraram há pouco a audiência pública destinada a ouvir o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Durante mais de três horas, Luciano Coutinho falou aos senadores sobre a estrutura e a situação financeira da instituição, além de dar detalhes sobre investimentos futuros do banco.

Por mais de uma vez, o executivo ressaltou o papel desempenhado pela BNDESPar, subsidiária da instituição que, entre outras atividades, administra carteira de valores mobiliários, atuando no mercado de risco. Coutinho ressaltou que a BNDESPar tem sido mal compreendida, mas não usa "um centavo sequer" de dinheiro público, faz investimentos rentáveis e tem gerado lucro para o BNDES. Em 2012, o lucro da BNDESPar foi de R$ 298 milhões.

No fim do encontro, ao fazer um balanço sobre a macroeconomia, ele disse estar confiante que o Brasil consiga uma taxa de 3,5% de crescimento até o fim do ano. A reunião foi comandada pelo presidente da CAE, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que lamentou a ausência de senadores da oposição.

"Bom momento"

Coutinho afirmou que a instituição vive "bom momento", a qual, segundo ele, é a maior provedora de crédito a longo do prazo do Brasil e tem apresentado lucro constante.  Em 2012, por exemplo, foram R$ 8,2 bilhões.

- O banco atualmente tem excelente carteira de crédito.  Fechamos 2012 com 99,1% da nossa carteira com classificação de risco AA,  um índice melhor que o obtido por outras instituições financeiras privadas e públicas – afirmou Coutinho.

Com capital 100% público, a maior fonte de recursos do BNDES vêm do Tesouro Nacional (49%) e do Fundo de Amparo do Trabalhador (23%).

O executivo foi convidado para expor detalhes sobre a política de investimentos e fomento da instituição, bem como sobre os instrumentos e fontes de financiamento para a infraestrutura brasileira. Depois de sua exposição, que começou às 10h30, ele responderia perguntas dos senadores.

Infraestrutura

Coutinho disse que a instituição vai aumentar o apoio ao setor de logística, direcionando R$ 30 bilhões em 2013 e R$ 34 bilhões em 2014 para ferrovias, portos, aeroportos e estradas. No ano passado, foram desembolsados R$ 25 bilhões. Ele informou que a tendência é de aumento desses valores diante da perspectiva da realização de leilões de concessão ao setor privado.

– Já iniciamos um processo de expansão no investimento em infraestruturas logísticas. A trajetória dos financiamentos será certamente crescente. A expectativa é que os leilões possam mobilizar o investidor privado para uma onda robusta e duradoura de investimentos em logística, extremamente necessários para a ampliação a eficiência da economia brasileira – opinou.

Luciano Coutinho passou boa parte da reunião mostrando a importância para o país do banco, que é atualmente, segundo ele, o maior provedor de crédito a longo prazo do Brasil.

De acordo com Luciano Coutinho, o BNDES fechou 2012 com R$ 8,2 bilhões de lucro líquido e se beneficia do baixo índice de inadimplência e da boa carteira de crédito.

– Em 2012, 99,1% da carteira do BNDES estavam compreendidas entre os níveis duplo A e C, ou seja, de boa qualidade. Trata-se de um percentual superior ao da média das instituições financeiras privadas e públicas – afirmou.

Inflação

No fim da reunião, ao fazer um balanço sobre a macroeconomia, Luciano Coutinho disse estar confiante que o Brasil consiga uma taxa de 3,5% de crescimento até o fim do ano. À imprensa, ele disse ter confiança de que a política do Banco Central vai colocar a inflação “nos eixos”:

- O mercado projeta uma inflação declinante para os próximos meses, especialmente no segundo semestre. Trata-se de um consenso. A inflação sob controle, indo para o centro da meta, é essencial para o crescimento do país - avaliou.

A audiência desta quarta-feira foi comandada pelo presidente da CAE, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que lamentou a ausência dos senadores da oposição.

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