Mantega admite: Brasil vai crescer menos

Depois de falar em expanso de at 6%, governo diz que PIB chega a 4,5% neste ano

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou hoje que, a partir do segundo trimestre deste ano, a economia deverá apresentar desaceleração, com taxas condizentes com a projeção do Ministério da Fazenda de um avanço de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011. "Não é para parar de crescer, mas para crescer moderadamente", disse o ministro, durante palestra para empresários na Câmara de Comércio Brasil-França. Em avaliações anteriores, o governo chegou a prever expansão de até 6% em 2011. Mas, nos últimos meses, por conta da pressão inflacionária, essas estimativas começaram a ser revistas. Caíram para 5% e agora encontra-se na casa dos 4,5%. Trata-se de um índice que o governo considera adequado para manter a alta de preços sob controle, sem, no entanto, pagar um preço político alto. A preocupação é que uma desaceleração excessiva da economia pudesse prejudicar o desempenho dos partidos governistas nas eleições municipais de 2012.

Mantega também reafirmou que o governo está empenhado em fazer a reforma tributária. No entanto, segundo ele, como há muitos interesses envolvidos, o governo optou por fazer uma reforma fatiada e já começou pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O ministro explicou que o Ministério da Fazenda já está em processo de discussão com os Estados, para reduzir a diferença entre as alíquotas praticadas, e disse que há um consenso entre os governadores de que isso é possível. "Dá para se fazer essa reforma, porque depende apenas de uma resolução do Senado, que é muito mais fácil do que uma medida provisória", disse o ministro.

Mantega afirmou ainda que está em discussão a redução da contribuição patronal da folha de pagamento. Sua avaliação é de que o governo não pode assumir toda desoneração, porque isso traria um impacto de R$ 95 bilhões na arrecadação. "Estamos discutindo como diluir esse impacto e isso deve ser conseguido ainda este ano, dentro da agenda de competitividade", disse.

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