Mantega: governo não estuda corte em ministérios

Ministro da Fazenda anunciou corte de despesas de até R$ 15 bilhões; segundo ele, investimentos e programas sociais do governo não serão afetados; sobre o número de ministérios, declarou: "Nós não estamos estudando isso, está na responsabilidade da Presidência"; reforma ministerial, porém, seria "iminente", segundo auxiliares da presidente Dilma

Mantega: governo não estuda corte em ministérios
Mantega: governo não estuda corte em ministérios

247 – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira 5 que o governo pretende fazer corte de despesas de até R$ 15 bilhões. Segundo ele, que falou ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, investimentos e programas sociais do governo federal não serão afetados. "O corte será em gastos de custeio, na máquina, não haverá corte de investimentos", declarou.

Alguns exemplos do que seria afetado por essas novas contas do orçamento, de acordo com o ministro, a contratação de serviços terceirizados, aluguéis, passagens de viagens por servidores e materiais permanentes. Os cortes serão anunciados oficialmente e com detalhes na próxima semana.

Questionado se o governo considerava fazer cortes em alguma das 39 pastas, Mantega declarou que esta é uma responsabilidade da Presidência da República. "Nós não estamos estudando isso, está na responsabilidade da Presidência", afirmou. O número de ministérios é uma das principais críticas da oposição e, nesta semana, o corte foi sugerido até pelo PMDB, principal aliado do governo no Congresso.

Os cortes de despesas do governo têm como objetivo cumprir a meta da economia para o pagamento de juros – o superávit primário –, além de compensar a perda de arrecadação com a redução de impostos feita ao longo do ano. O valor de até R$ 15 bilhões foi definido na última quarta-feira 3. Segundo Mantega, a meta é de R$ 2,3 bilhões, e ela será atingida a "qualquer custo".

Reforma ministerial

Apesar de não planejar fazer cortes nos ministérios, o governo pretende anunciar mudanças no comando das pastas, como mais uma forma de responder às reivindicações das ruas, de acordo com reportagem do Valor Econômico desta sexta-feira. O jornal diz que, segundo auxiliares próximos da presidente Dilma Rousseff, as mudanças no primeiro escalão do governo estão "maduras" e as alterações são "iminentes".

A reforma incluiria a área econômica, diante da situação enfrentada no País – críticas contra a inflação, contas públicas e outras áreas fizeram a imprensa e a oposição pressionar o governo a realizar mudanças no setor. A decisão seria tomada com base na "preocupação", além da situação da economia, com a relação com o Congresso Nacional. Uma possibilidade, segundo o Valor, é o ministro Paulo Bernardo, hoje no ministério das Comunicações, voltar a ocupar o Planejamento no lugar da ministra Miriam Belchior.

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