Mantega reaparece e condena a "pedalada fiscal" de Paulo Guedes

"Os governos do PT, que tive a honra de servir, jamais desviaram dinheiro da educação para qualquer outra finalidade", diz o ex-ministro, que condena desvios do Fundeb para financiar o Renda Cidadã

Ministro da Fazenda Guido Mantega com o Vice-Presidente da República Michel Temmer.
Ministro da Fazenda Guido Mantega com o Vice-Presidente da República Michel Temmer. (Foto: WILSON DIAS/ABR)
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247 – O ex-ministro Guido Mantega, que conduziu a economia brasileira num período de forte crescimento econômico e redução do desemprego, decidiu voltar ao debate público, após ter sido um dos alvos da Operação Lava Jato. "Depois de mais de três anos afastado do debate nacional por um recolhimento autoimposto, decidi vir a público para comentar a esperteza daninha do ministro da Economia, Paulo Guedes, de tentar esvaziar o orçamento apertado das escolas públicas para financiar o projeto Renda Cidadã do presidente Bolsonaro", escreve ele, em artigo publicado na Folha de S. Paulo.

"Guedes não hesitou em propor a utilização, para outro fim, de uma parcela da nova receita do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), aprovada neste ano pelo Congresso. Também sugeriu, ao arrepio da Lei de Responsabilidade Fiscal, dar calote nos precatórios das dívidas reconhecidas pela Justiça com aposentados e fornecedores", prossegue Mantega.

O ex-ministro ironiza o fato de que tais manobras permitiram aos próprios conservadores cunhar o termo "pedalada fiscal", expressão que foi usada no golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, ocorrido em 2016.  "Os governos do PT, que tive a honra de servir, jamais desviaram dinheiro da educação para qualquer outra finalidade. Ao contrário, durante os três mandatos e meio do PT, as despesas com educação subiram de R$ 30 bilhões em 2002, para mais de R$ 100 bilhões em 2015. Mencionar Dilma para criticar Guedes revela apenas a desonestidade intelectual de quem procura estabelecer simetrias inexistentes entre as duas figuras públicas", aponta ainda o ex-ministro.

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