Marcos Lisboa: “Atribuir culpa só ao governo não resolve”

Diretor-presidente do Insper, Marcos Lisboa, criticou neste domingo, 20, parte da classe empresarial brasileira, cujos representantes, como a Fiesp, pedem a saída da presidente Dilma Rousseff, por ter apoiado diversas ações do governo para proteger setores da economia com desonerações e intervenções que levaram à recessão; "Esse reconhecimento do fracasso e da corresponsabilidade é fundamental. Lideranças empresariais apoiaram as desonerações, a intervenção no setor elétrico, no preço dos combustíveis, a explosão do crédito subsidiado, as proteções setoriais, o conteúdo nacional. Atribuir unicamente ao governo que está lá a culpa e achar que trocar governo resolve, não resolve", afirmou

Marcos Lisboa Insper 
Marcos Lisboa Insper  (Foto: Aquiles Lins)

247 – O diretor-presidente do Insper, Marcos Lisboa, fez duras críticas uma parte da classe empresarial brasileira, cujos representantes, como a Fiesp, pedem a saída da presidente Dilma Rousseff, por ter apoiado diversas ações do governo para proteger setores da economia com desonerações e intervenções que levaram à recessão.

"Esse reconhecimento do fracasso e da corresponsabilidade é fundamental. Lideranças empresariais apoiaram as desonerações, a intervenção no setor elétrico, no preço dos combustíveis, a explosão do crédito subsidiado, as proteções setoriais, o conteúdo nacional. Atribuir unicamente ao governo que está lá a culpa e achar que trocar governo resolve, não resolve. Para além do governo, tem vários problemas", afirmou, em entrevista ao Extra.

Lisboa, que é ex-secretário de Política Econômica do governo Lula, fez críticas também à atuação do governo. "Essa crise tem dois grandes componentes: o primeiro é o fiscal. A menos que se façam reformas muito duras e difíceis, o gasto vai continuar subindo acima da receita e o endividamento vai continuar aumentando. Um segundo componente é consequência direta da política econômica. De 2009 para cá, foi adotada política de governo que acreditava que atender a grupos de interesse era estimular o crescimento. Uma política de dar benefícios para setores, dar isenções tributárias para grupos selecionados, conceder crédito subsidiado, como isenções para o setor automobilístico, intervenções no setor de óleo e gás, com regras de conteúdo nacional. Isso gerou distorções na economia, que não cresce, que está decrescendo. Nosso potencial de crescimento foi severamente reduzido", afirmou. 

Leia na íntegra a entrevista de Marcos Lisboa. 

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