Medida fiscal do governo foi “normal”, diz secretário

Arno Augustin, do Tesouro Nacional, defende operação financeira realizada para cumprir meta do superávit fiscal em 2012 e diz que críticos se aproveitarem do momento de transição para desgastar o governo; repasse de verba foi fortemente criticado pela oposição e pela imprensa; ação foi "absolutamente normal", afirma ele

Medida fiscal do governo foi “normal”, diz secretário
Medida fiscal do governo foi “normal”, diz secretário (Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR)
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247 – Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin defendeu nesta segunda-feira 7 as medidas praticadas pelo governo para cumprir a meta do superávit fiscal em 2012. Segundo ele, o ato de repassar verbas a bancos federais, denominado pela oposição de "manobra contábil", é "absolutamente normal, previsível e usual". Ele afirmou que os críticos se aproveitaram de um momento de transição da economia para desgastar o governo.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o chefe do Tesouro diz que "não enxerga como alguém pode ver uma excepcionalidade no fato de o governo ter empresas que dão lucros e distribuem dividendos". Augustin afirmou que existe uma série de regras para calcular os dividendos e que "todas elas foram rigorosamente cumpridas". Sobre o fato de a Caixa Econômica Federal ter tido um lucro de R$ 4,1 bilhões, mas pago R$ 7,7 bilhões de dividendos, ele respondeu: "É o lucro contábil".

Questionado pelo jornal se não houve "invenção de receitas com dividendos", Augustin afirmou que "não há nenhuma alteração do ponto de vista da normalidade" e justificou que o Fundo Soberano só foi usado diante da necessidade de compensar Estados e municípios. "Nada tem a ver com o Governo Central", disse ele.

Augustin também acredita que a medida não faz com que a política fiscal perca credibilidade e que não há "integrantes importantes" do governo que criticaram a medida. A operação não "altera em nada" o ano fiscal de 2013, defende ele. Questionado se o tripé macroeconômico não havia balançado diante da operação, o secretário afirmou: "Os analistas que enxergam isso deveriam prestar mais atenção na curva de juros e fazer suas análises".

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