Meirelles diz no FMI que emprego crescerá só no fim do ano

Mesmo com o governo Temer entoando o discurso sobre a retomada da economia brasileira e de que a confiança na economia voltou, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que o desemprego, que atinge nível recorde, afetando mais de 13 milhões de brasileiros, deverá se recuperar apenas no final do ano; "A confiança vem crescendo no Brasil e há sinais de que a longa recessão está se esgotando. O crescimento deve ganhar impulso no final do ano, apoiado pela criação líquida de empregos e o aumento de renda real", disse

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participa do seminário Os caminhos para a reforma da Previdência, no Hotel Golden Tulip, evento promovido pelo jornal Valor Econômico (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participa do seminário Os caminhos para a reforma da Previdência, no Hotel Golden Tulip, evento promovido pelo jornal Valor Econômico (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)
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247 - Mesmo com o governo Temer entoando o discurso sobre a retomada da economia brasileira e de que a confiança na economia voltou, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que o desemprego, que atinge nível recorde, afetando mais de 13 milhões de brasileiros, deverá se recuperar apenas no final do ano. 

"A confiança vem crescendo no Brasil e há sinais de que a longa recessão está se esgotando. O crescimento deve ganhar impulso no final do ano, apoiado pela criação líquida de empregos e o aumento de renda real. A redução da inflação tem prosseguido a um ritmo acelerado, abrindo espaço para acomodação monetária significativa, o que facilitará a recuperação", diz um documento assinado no FMI em nome de 11 países, inclusive o Brasil.

O mesmo documento fazia críticas ao protecionismo e a desregulamentação defendidos pelo presidente americano, Donald Trump. De acordo com o texto, esses posicionamentos não são a melhor resposta aos excluídos gerados pela globalização.

Apesar das críticas, porém, o termo protecionismo não constou no comunicado final da reunião da elite econômica global, que terminou de forma mais amena.

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