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Mendonça de Barros: ‘governo não vai até 2018’

Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda durante o governo FHC, economista avalia que haverá troca de governo antes da eleição; "A situação é politicamente insustentável. É pouco provável que o governo atual vá até 2018", diz; "O que nos parece é que a crise está sendo e será mais profunda do que anteciparam. Nossa impressão também é que ela vai ser mais rápida. Alguma coisa vai ter de acontecer até a eleição municipal do ano que vem", acrescenta

Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda durante o governo FHC, economista avalia que haverá troca de governo antes da eleição; "A situação é politicamente insustentável. É pouco provável que o governo atual vá até 2018", diz; "O que nos parece é que a crise está sendo e será mais profunda do que anteciparam. Nossa impressão também é que ela vai ser mais rápida. Alguma coisa vai ter de acontecer até a eleição municipal do ano que vem", acrescenta (Foto: Felipe L. Goncalves)

247 - Para o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB Associados, o governo da presidente Dilma Rousseff não deverá ir até 2018, quando ocorre nova eleição. "A situação é politicamente insustentável. É pouco provável que o governo atual vá até 2018", diz ele, em entrevista à jornalista Alexa Salomão.

Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda durante o governo Fernando Henrique Cardoso, Mendonça de Barros cita "a existência simultânea de quatro coisas": a economia global desacelerando, a crise política, a crise macroeconômica clássica e "o enorme desarranjo nas contas públicas, com o destaque de que esse desarranjo, junto com os juros altos, estão levando a relação entre o PIB e a dívida bruta para 70%."

"Nós já vimos todos esses problemas mais de uma vez, mas tudo isso junto, ao mesmo tempo, eu não lembro. Não podia estar assim. A presidente acabou de ser reeleita. O que nos parece é que a crise está sendo e será mais profunda do que anteciparam. Nossa impressão também é que ela vai ser mais rápida. Alguma coisa vai ter de acontecer até a eleição municipal do ano que vem", acrescenta.

Ele avalia que "a única coisa que vai seguir bem é o agronegócio" e que "o que pode ajudar a melhorar é o setor externo". Questionado se o cenário de 2017 pode não ser tão dramático, responde: "Acho que não será. Estou considerando que algo vai acontecer na política – não é possível ir nesta lenga-lenga até 2018. Se não tiver mudança, não tem confiança e, assim, o câmbio não desmonta. É preciso desfazer esse novelo".

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