Mercadante: Paulo Guedes merece o troféu da maldade social

Ex-ministro Aloizio Mercadante analisou na TV 247 a MP do Programa Verde e Amarelo, lançado nesta semana pelo ministro da Economia, e afirmou que a medida é mais um ataque aos pobres e desempregados e ao emprego formal. Ele também contou bastidores sobre a soltura do ex-presidente Lula. Assista

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Aloizio Mercadante e Paulo Guedes
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247 - O ex-ministro Aloizio Mercadante conversou com a TV 247 sobre a Medida Provisória 905/19 emitida pelo governo de Jair Bolsonaro, em conjunto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, com o propósito de criar empregos. A MP do ‘Programa Verde e Amarelo’ implica em profundas alterações nas leis trabalhistas e promove a precarização do trabalho, segundo Mercadante, além do fato de que, no formato de MP, impede o debate. “Eu nunca vi tanta perversidade social, eu acho que o Paulo Guedes merece o troféu da maldade social”, resumiu.

Aloizio Mercadante explicou que a MP altera 25 leis, revoga 37 artigos da CLT e interfere em outros 59, e que tudo isto já está em vigência. Ele também ressalta que uma medida provisória deve ter caráter de urgência e relevância, e questiona: “qual a urgência em alterar 59 dispositivos?”.

Como solução para o desemprego, o Programa Verde e Amarelo, conforme explica Mercadante, promove a precarização do trabalho, reduzindo inclusive a participação previdenciária de jovens trabalhadores. “O que eles propõem para enfrentar a tragédia do desemprego? O tal do Programa Verde e Amarelo. Você só gera emprego se você aumentar o consumo e o investimento. Eles não estão estimulando o emprego, nem o consumo e nem o investimento, isso não gera emprego. O que eles estão criando é o emprego precário, de 18 a 29 anos até um salário mínimo e meio, em torno de R$ 1.800”.

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“Esse trabalhador jovem vai custar muito menos aos patrões, uma redução dos encargos sobre a folha que vai reduzir em torno de 33%. O trabalhador jovem vai recolher menos para a Previdência Social, eles diminuem a contribuição previdenciária dele, e vai contribuir menos também para o FGTS. Quando ele for demitido ele vai ter menos poupança para se proteger e quando for se aposentar lá na idade mínima, vai derrubar seu salário de aposentado, que já vai ser muito baixo”, completou.

A MP também retira a obrigatoriedade de registro profissional de 14 categorias, inclusive de jornalistas. Para o ex-ministro, as outras categorias são cortinas de fumaça para o plano do governo de atacar a imprensa. “O que eles querem é abrir a imprensa para enfiar esses alucinados que fazem a comunicação deles, são pouquíssimos jornalistas que se prestam a este papel. Qualquer um que estudou comunicação, que tem valores de ética, de comportamento, de checagem da informação, de ouvir o contraditório e dar o direito de defesa, quem tem o mínimo de valores no tratamento da informação tem muita dificuldade de conviver com esse discurso e essa prática. O alvo são os trabalhadores da imprensa”.

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“Eu nunca vi tanta perversidade social, eu acho que o Paulo Guedes merece o troféu da maldade social, nós devemos entregar a ele a taça da perversidade social, não é possível fazer uma coisa dessa. O governo disse que não iria aumentar os impostos, e aí eles estão aumentando os impostos para o desempregado que está no Seguro Desemprego, que é a última porta para ir para o nada. É o desempregado que está financiado a redução de impostos para as empresas. Estamos criando o impostos sobre as grandes pobrezas ao invés das grandes fortunas”.

Aloizio Mercadante apresentou propostas de um programa paralelo contra o desemprego articulado pelo PT, em aliança com outros partidos de esquerda, e que será lançado na próxima semana. No programa, ele também contou bastidores do ex-presidente Lula após sua saída da prisão.

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