Mercado já liga alerta para eventual calote da dívida interna

Situação fiscal vem se deteriorando desde o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff e o Brasil terá que rolar, neste ano, papéis equivalentes a 18,5% do PIB, o que impõe um desafio para Paulo Guedes

Paulo Guedes
Paulo Guedes (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
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247 – A destruição econômica provocada no Brasil desde o golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff poderá cobrar um preço altíssimo da sociedade brasileira. Nesta quarta-feira, a principal reportagem da Folha de S. Paulo, assinada pelo jornalista Fernando Canzian, aborda as dificuldades que o governo federal terá para rolar sua dívida interna em 2021.

O jornalista aponta que o Brasil começou 2021 com a maior necessidade de refinanciamento de sua dívida pública entre todos os países emergentes. "Com prazo bastante encurtado em 2020, a dívida a ser rolada neste ano por meio da emissão de novos papéis corresponde a18,5% do PIB, o maior nível da série histórica doTesouro, iniciada em 2005. O valor equivale a cerca de R$ 1,4 trilhão, que precisará ser levantado com a venda de papéis no mercado", escreve ele.

A explosão da dívida interna brasileira teve como causas principais a Operação Lava Jato, que destruiu importantes cadeias produtivas no Brasil, a sabotagem contra Dilma, que impediu que ela realizasse seu um ajuste fiscal em 2015, a interdição no parlamento sobre o tema de aumentos de impostos, o teto de gastos, que reduziu o crescimento, e o choque neoliberal na economia, que, ao contrário do prometido, jamais trouxe de volta a confiança empresarial.

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