Mercado volta a reduzir expectativa para a inflação de 2017

Analistas ouvidos pela Pesquisa Focus do banco Central reduziram a estimativa de inflação neste ano para 2,95%, ante 2,97%; já a perspectiva para a taxa básica de juros em 2018 caiu para 7%, mesmo patamar esperado para a Selic ao final deste ano; para a economia, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 passou a ser calculado em 0,70%, de 0,68% na semana anterior, enquanto que para o ano que vem a melhora foi de 0,08 ponto percentual

Consumidor olha preços em supermercado em São Paulo. 10/01/2014 REUTERS/Nacho Doce
Consumidor olha preços em supermercado em São Paulo. 10/01/2014 REUTERS/Nacho Doce (Foto: Paulo Emílio)

Reuters - O grupo que mais acerta as previsões na pesquisa Focus do Banco Central, o chamado Top-5, reduziu a perspectiva para a taxa básica de juros em 2018 a 7 por cento, mesmo patamar esperado para a Selic ao final deste ano.

De acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira, o Top-5 cortou a perspectiva depois de tê-la elevado a 7,25 por cento.

A expectativa em geral dos economistas consultados apontada no Focus também é de Selic a 7 por cento tanto ao final de 2017 quanto de 2018. A taxa básica de juros está atualmente em 8,25 por cento após ter sido reduzida pela última vez em 1 ponto percentual.

Diante de um BC que vem indicando encerramento gradual da flexibilização monetária, o levantamento semanal mantém a projeção de corte de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros na reunião de outubro do Banco Central.

As perspectivas para a inflação neste ano e no próximo também voltaram a ser reduzidas. A conta para 2017 agora é de uma alta do IPCA de 2,95 por cento, ante 2,97 por cento anteriormente.

Se de fato terminar este ano abaixo de 3 por cento, a inflação ficará em um patamar inferior ao do piso da meta, fixada em 4,5 por cento com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Diante disso o BC terá que justificar porque a inflação não ficou dentro do objetivo, mas seria a primeira vez em que faria isso para explicar porque a inflação ficou aquém do alvo.

Para 2018, os economistas consultados fizeram novo ajuste para baixo na projeção de alta do IPCA, de 0,02 ponto percentual, calculando agora inflação de 4,06 por cento. A meta para o ano que vem é a mesma de 2017.

Para a economia, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 passou a ser calculado em 0,70 por cento, de 0,68 por cento na semana anterior, enquanto que para o ano que vem a melhora foi de 0,08 ponto percentual, a 2,38 por cento.

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