Metalúrgicos da GM aprovam acordo que suspende demissões

Os empregados de dois dos três turnos do complexo industrial da General Motors em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, aprovaram acordo fechado no último sábado entre o sindicato da categoria e a montadora

Metalúrgicos da GM aprovam acordo que suspende demissões
Metalúrgicos da GM aprovam acordo que suspende demissões (Foto: Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress)
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Agência Brasil - Os empregados de dois dos três turnos do complexo industrial da General Motors, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, aprovaram hoje (7) o acordo fechado no último sábado (4) entre o sindicato da categoria e a montadora no qual ficam suspensas as demissões de l.840 trabalhadores.

"Mesmo que haja uma posição contrária dos 2 mil trabalhadores do terceiro turno, matematicamente, já temos a aprovação", ressaltou Luiz Carlos Prates, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, ao informar que em torno de 4 mil funcionários estavam presentes na assembleia desde a madrugada até a manhã de hoje (7).

Na avaliação do líder sindical, apesar de a manutenção desses postos ser temporária, "foi uma conquista importante". Ele acredita em uma saída para reverter o excedente de mão de obra justificado pela GM. Pelos termos do acordo, os representantes dos metalúrgicos deverão discutir em 60 dias, o futuro das atividades naquela plataforma e a situação do quadro de pessoal a partir de dezembro.

Nesse período, segundo o sindicalista, a entidade irá cobrar medidas em âmbito do Legislativo e do Executivo federais que possam garantir a manutenção dos empregos.

O acordo também estabeleceu a adoção de férias coletivas por 15 dias a partir de quinta-feira (9), seguida da adoção do sistema lay off, suspensão temporária dos contratos de trabalho até 30 de novembro para 940 trabalhadores, em que os salários serão parcialmente pagos com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Mais 900 empregados serão mantidos em atividade.

Além disso, a montadora deve lançar mais um programa de demissão voluntária (PDV), o terceiro desde junho. Nos dois anteriores, houve a adesão de 356 trabalhadores.

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