Ministra da Agricultura tenta reparar estrago de Bolsonaro no mundo árabe

A comitiva brasileira, liderada pela ministra Tereza Cristina, passa por Egito, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes, com o objetivo, segundo anunciado, de incrementar as relações comerciais

Tereza Cristina, ministra da Agricultura
Tereza Cristina, ministra da Agricultura (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Sputinik – A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, realiza nesta semana sua primeira viagem a 4 países árabes. A Sputnik Brasil conversou com o vice-presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil sobre o impacto da visita para as relações com os países árabes.

A comitiva brasileira passa por Egito, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes, com o objetivo, segundo anunciado, de incrementar as relações comerciais.

Ainda antes de sua posse, o então presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou sua intenção, depois abandonada, de levar a Embaixada do Brasil em Israel para a cidade de Jerusalém. A declaração do presidente brasileiro provocou forte reação dos árabes, grandes importadores de produtos brasileiros.

O vice-presidente da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), Ali Houssein El-Zoghbi, em entrevista à Sputnik Brasil, considera a visita Teresa Cristina representa uma parte do processo de desagravo entre o Brasil e os países árabes.

"Eu acredito que é mais uma etapa da consolidação dessa agenda tão importante pro Brasil, então a visita da ministra é uma etapa que tem como prioridade dissipar essa situação que se criou por conta da intenção do governo brasileiro de mudar a embaixada. Eu entendo que é um processo que realmente está se consolidando agora", disse ele.

De acordo com Ali Houssein, o processo de desagravo entre o Brasil e os países árabes deve ser consolidado com a visita do presidente Jair Bolsonaro.

Ele também destacou que a importância dos mercados dos países árabes para o Brasil, que representam cerca de 14 bilhões de dólares de movimentação favorável à balança comercial brasileira em 2018.

"Por conta disso, essa relevância foi colocada como prioridade para a ministra, e ela está desenvolvendo um trabalho que já finalizou agora com o Egito e já construiu importantes avanços nessa relação entre Brasil e Egito", acrescentou o vice-presidente da Fambras.

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